— Estou te perguntando. Insistiu, aproximando-se um passo. Agora, sim, me atrevi a pegar o tablet que havia caído na cama. Os meus dedos voaram sobre a tela enquanto eu escrevia a minha resposta. O sintetizador reproduziu as minhas palavras com a sua voz robótica monótona: Por favor, não lhe disse nada, só estivemos conversando. Eu só disse o quão m*al eu me sentia por você não me tratar como a sua esposa e agora você grita comigo de novo, me maltrata. Eu me casei com você para salvar meu pai, sim, mas sou inocente em tudo isso, não mereço isso. Ao levantar o olhar, certifiquei-me de ter os olhos marejados. Eu havia praticado esse truque: deixar as lágrimas se acumularem sem derramá-las, mostrando vulnerabilidade sem ceder completamente. Tinha que mostrar que eu era uma pobre submissa i

