Os dias que seguiram foram marcados por uma rotina silenciosa, mas agora menos solitária. Sophie e Giulia passaram a se encontrar quase todas as tardes, sempre no mesmo canto do jardim ou na varanda envidraçada, onde o sol aquecia suavemente o chão de pedra. Giulia era uma criança cheia de vida e curiosidade, que falava com entusiasmo sobre coisas simples — suas bonecas, as aulas de piano, os livros de histórias que a avó Camilla lia para ela todas as noites. — Meu irmão é muito sério, não é? — perguntou Giulia certa tarde, enquanto colhia flores no jardim com Sophie. Sophie sorriu, sem saber exatamente o que responder. — É… muito sério… Giulia riu como quem já estivesse acostumada com isso. — Mas ele gosta de mim. Às vezes ele até sorri… você já viu ele sorrir? Sophie balançou a ca

