O mês passou como uma sucessão de dias frios e calculados para Vincenzo. Sua rotina era impecável e inflexível. Pela manhã, reuniões intermináveis na sede da Marino Tech, onde ele comandava impiedosamente a maior empresa de tecnologia do mundo, fechando contratos bilionários, despachando ordens, exigindo perfeição de todos ao seu redor. Sua frieza inspirava medo e respeito, e não havia espaço para falhas. À tarde, as visitas aos subterrâneos do prédio no centro de Palermo, onde a verdadeira face de sua vida se revelava. O Dom da máfia italiana, o homem que resolvia conflitos com uma palavra ou uma bala, que selava alianças e sentenciava traições. No submundo, seu nome era uma lenda sussurrada com temor. À noite, longe das câmeras e da fachada corporativa, Vincenzo relaxava do único modo

