CAPÍTULO 153 ALEMÃO NARRANDO Tava na boca trocando uma ideia com o Carioca, o movimento correndo normal — rádio chiando, os menor passando com mochila, o cheiro de cigarro e pólvora no ar. Aquele tipo de dia que o morro parecia quieto, mas a tensão andava de mãos dadas com o sol. Ele tava encostado na parede, cigarro na mão, o olhar meio longe. Parecia cansado, mas ainda com aquele jeito de quem tenta segurar o controle de tudo. — E aí, como tá tu e a ruiva? — perguntei, puxando o banco e sentando de frente pra ele. Ele soltou a fumaça devagar, balançando a cabeça. — Tá na bronca ainda — respondeu. — Mas hoje eu vou levar a Priscila pra fazer o exame. Marquei pras três da tarde. — Já é — falei, firme. — Tem que resolver essa p***a mesmo, mano. Cê não pode deixar essa dúvida rondando

