CAPÍTULO 105 BRUNA NARRANDO A festa já tava quase no fim. A Alanny e o Carioca já tinham ido pra lua de mel, e a quadra ainda brilhava com as luzes piscando e o som do DJ tocando as últimas. O povo começava a dispersar, mas eu e a Tayná ainda távamos ali, firmes, com um copo na mão e a cabeça leve de tanto rir e beber. — Mulher, eu não acredito que ela casou mesmo — a Tayná disse, rindo e balançando o copo. — A ruiva realizou o sonho de princesa de toda menina. — E com um traficante, né? — falei, rindo alto. — Se isso não é conto de fadas do morro, eu não sei o que é. Ela gargalhou, e a gente brindou. A música subiu, o povo dançava meio cansado, e eu me joguei na cadeira, cruzando as pernas e olhando em volta. Minha mãe já tinha ido embora fazia tempo, cansada, mas eu ainda queria apr

