CAPÍTULO 19 ALANNY NARRANDO O silêncio da viela pesava tanto que parecia engolir o ar. Eu sentia o coração martelar dentro do peito, mas não recuei. Continuei encarando ele, o queixo erguido, mesmo com as mãos suando e a mala quase escorregando da minha força. — Eu sou eu. Não sou tua. Nunca fui. — repeti firme, mesmo com a voz tremendo. O sorriso torto dele sumiu, dando lugar a um olhar escuro, daqueles que gelava até a espinha. Ele deu um passo mais perto, o cordão pesado brilhando contra a luz do poste. — Tu fala isso agora, ruivinha… — ele murmurou, baixo, quase rosnando. — Mas até o vento aqui sabe que tu já é minha. — O morro pode pensar o que quiser. — rebati, cuspindo raiva. — Mas dentro de mim… nunca vai ser tu. Eu prefiro morrer do que ser tua mulher. Foi aí que ele avanço

