CAPÍTULO 199 ALANNY NARRANDO A estrada foi ficando cada vez mais deserta. A cidade ficou pra trás, e o barulho das motos ecoava entre o mato alto dos dois lados. O vento frio da noite batia no rosto, e o silêncio do caminho só era quebrado pelo ronco dos motores. Depois de uns vinte minutos, o Carioca diminuiu a velocidade e virou numa estradinha de terra. O farol da moto iluminou uma placa antiga, meio apagada, e logo a frente surgiu uma propriedade enorme. Tudo cercado, portão de ferro, e mais dois caras armados na entrada. Eles abriram sem falar nada, só com um aceno rápido de cabeça. Quando entramos, o cenário mudou completamente. A casa era imensa, estilo fazenda — toda de madeira, com varanda larga, luzes acesas e aquele cheiro de terra molhada misturado com perfume caro. Era rús

