CAPÍTULO 58 ALANNY NARRANDO Meus passos estavam pesados, mas eu forcei as pernas a seguirem em frente. Subi a viela rápido, desviando das crianças que brincavam com bola no meio da rua e das vizinhas que fofocavam nas portas. O coração ainda acelerado pelo encontro com o Carioca, mas eu tentava esconder isso dentro de mim, empurrando pra baixo como se fosse possível apagar. Virei a esquina e finalmente avistei a casa da Bruna. A porta tava aberta, e o cheiro de comida boa já vinha de longe — arroz fresquinho, feijão no fogo e tempero de alho e cebola fritando. Só de sentir, deu uma acalmada no peito. Assim que pisei no portão, lá estava ela: dona Maria, a mãe da Bruna. — Ô, minha filha! — ela abriu os braços e veio logo me abraçar, apertando com força, daquele jeito de mãe que sempre

