CAPÍTULO 167 CARIOCA NARRANDO Quando vi aquele filho da putä encostando nela, alguma coisa dentro de mim virou. Nem pensei. Só fui. O barulho do soco abafou o som do baile por um instante. O povo abriu espaço, e o sangue começou a pingar do nariz do cara, que m*l entendia o que tinha acontecido. Peguei ele pela gola da camisa e empurrei de novo contra o balcão, a raiva fervendo por dentro. — Tu é surdo, porrä? — gritei, o rosto colado no dele. — Não sabe quem é essa mulher, não?! Ele gaguejou, tremendo. — E-eu só falei com ela, chefe, juro... só falei... Outro soco. Dessa vez o copo que ele segurava caiu e se espatifou no chão. O povo gritava, filmava, alguns recuavam — mas ninguém se metia. Porque sabiam: quando eu perdia a linha, ninguém parava. — Encostar nela é pedir pra morr

