CAPÍTULO 100 CARIOCA NARRANDO Empurrei ela com força, a p***a do ódio me queimando na garganta. Quase derrubei a cadeira. O som da festa lá em cima parecia uma piada de m*l gosto ali, abafado, distante. — Tu tá louca, Priscila? — falei, cuspindo cada palavra. — Eu sempre usei camisinha contigo. Sempre. Tu sabe isso, porrä. Não vem me soltar essa merdä aqui agora. Ela tremia, as mãos sujas segurando a saia, os olhos estourados de chorar. — Não inventa, Carioca — ela falou, engolindo o choro. — Tem vezes que tu nem lembra, tu chegava chapado em casa e me comia. Duas, três vezes tu nem sentiu direito. Eu juro que é teu. Minha visão apertou. A raiva, o medo e a incredulidade se misturaram num nó tão grande que deu vontade de gritar até a voz sumir. — Cara, tu tá me tirando? — perguntei,

