CAPÍTULO 133 PRISCILA NARRANDO O caminho até a clínica parecia não ter fim. O Alemão dirigia com o braço firme no volante, o maxilar travado e aquele olhar que cortava o ar. Eu nem respirava direito. Tava com medo — dele, do exame, de tudo. Quando o carro parou em frente à clínica, ele nem me olhou. Saiu, bateu a porta e só mandou: — Desce. Obedeci. Entrei atrás dele, o coração batendo no pescoço. A recepção era toda branca, cheirando a álcool e perfume caro. As pessoas ali dentro olharam pra gente, meio assustadas — e não era pra menos. Ele entrava em qualquer lugar com presença de quem manda, e ninguém ousava contrariar. — É ultrassom, pra agora. — ele disse, jogando as notas de dinheiro em cima do balcão. — Dinheiro não é problema. A moça piscou rápido, pegou os papéis e tentou m

