CAPÍTULO 141 CARIOCA NARRANDO Entrei no escritório com o coroa e já vi na hora que ele tava puto. Fechou a porta atrás da gente e ficou me encarando com aquele olhar pesado — o tipo de olhar que eu já sabia o que vinha depois. — Como é que tu faz uma porrä dessa, Bruno?! — ele gritou, me empurrando pelo ombro. — Tá maluco, moleque?! O empurrão me fez cair sentado na cadeira, mas eu nem reagi. Só passei a mão na cara, tentando manter a calma. — Eu não sei se é meu, nem sei se ela tá mesmo grávida, coroa. — falei, firme, encarando ele. — Fiquei sabendo disso no meio do meu casamento, tu queria que eu fizesse o quê, porrä? Ele bufou, andando de um lado pro outro. O baseado queimava entre os dedos dele, a fumaça subindo devagar. — Tu é muito trouxa, Bruno! — ele rebateu, apontando o de

