CAPÍTULO 127 BRUNA NARRANDO Continuação : Quando chegamos na parte mais baixa, o movimento aumentava. O mercadinho do Seu Jorge já tava aberto, o bar do lado com a caixa de som pra fora e o cheiro de pastel vindo da esquina. O sol refletia nas paredes descascadas das casas, e a brisa leve trazia aquele ar quente típico da manhã no morro. — Daqui até o postinho é o quê, uns dez minutos? — Tayná perguntou. — Se tu parar de falar e andar mais rápido, é cinco. — respondi, rindo. Ela fez cara de ofendida. — Tá me chamando de lerda? — Tô chamando de enrolada. — retruquei. — Bora logo antes que a fila lá fique gigante. E seguimos descendo, com o barulho da comunidade viva ao redor. Criança gritando, moto subindo, gente gritando “bom dia” pela janela — aquele caos que só quem é cria ent

