CAPÍTULO 13 CARIOCA NARRANDO Acordei com a porrä da cabeça latejando, parecia que tinha um tambor batendo dentro do meu crânio. Ressaca daquelas, consequência da cachaça que virei ontem com uns cria depois do corre. O gosto amargo ainda tava na boca, e o quarto inteiro cheirava a bebida misturada com fumaça de baseado. Abri os olhos devagar, a claridade entrando pela janela sem cortina e me cegando. Xinguei baixo, passei a mão pelo rosto suado e fiquei deitado mais um tempo, respirando pesado. O celular vibrava no chão, mas eu ignorei. Me levantei só quando a garganta pediu água. Levantei e fui até a cozinha. O chão gelado fez arrepiar os pés descalços. Abri a geladeira e puxei uma garrafa de água, virei no gargalo mesmo, deixando escorrer pelo canto da boca. O silêncio da casa só era

