CAPÍTULO 144 CARIOCA NARRANDO Mano, quando a Alanny saiu daquele QG parecia que o mundo virou contramão. O peito apertado, a cabeça a mil. Fiquei ali parado no meio da sala, sentindo cada segundo esticar como borracha, e a Priscila só rindo, se achando a dona da cena. Não deu pra segurar. Fui na dela sem pensar muito. Peguei ela pelo pescoço, firme, na raiva mesmo — não pra matar, mas pra mostrar que ali não era lugar de teatro. — Tá vendo o que tu fez, sua vagäbunda? — eu cuspi na cara dela, a voz grossa. — Vai se fodër com essa sua história de grávida. Ela arregalou, tentou responder chorando: — Não fiz nada, só falei a verdade pra ele, amor... Empurrei ela com força pra longe de mim. Queria distância daquela falsidade toda. — Tu não chega mais perto de mim e nem da minha mulher

