CAPÍTULO 205 TAYNÁ NARRANDO Peguei uma roupa na mochila que eu sempre deixava ali — uma saia jeans clara, uma blusinha preta e o chinelo do Alemão que eu acabava usando como se fosse meu. Me vesti rápido, prendi o cabelo num coque alto e respirei fundo antes de descer as escadas. De longe, já dava pra sentir o clima pesado. O Alemão tava de braços cruzados, encostado no batente da sala, o olhar sério. E minha mãe, sentada no sofá, com aquela expressão fechada que eu conhecia bem — a mesma de quando ela tava prestes a explodir. — Oi, mãe. — falei, tentando aliviar o ambiente, me inclinando pra beijar o rosto dela. Ela virou o rosto devagar e me olhou de cima a baixo. — Então é verdade, Tayná? — perguntou, a voz fria. — Tu tá de caso com esse aí? O “esse aí” fez o sangue ferver na hor

