46- ALANNY

1002 Words

CAPÍTULO 46 ALANNY NARRANDO O baile pulsava, e eu tentava me concentrar na música, no ritmo, no riso da Bruna que não parava de me puxar pela mão. A gente dançava no canto, e por alguns minutos parecia que eu tinha esquecido de todo o peso daquela noite. Mas era mentira. Eu sentia o olhar dele, queimando do outro lado do camarote como se fosse faca me cortando por dentro. Cada vez que eu me mexia, cada vez que eu sorria, era como se tivesse alguém me vigiando. E eu sabia quem. Carioca não sabia disfarçar — o olhar dele atravessava a quadra, atravessava a fumaça, atravessava até as pessoas entre nós. Era aquele olhar que dizia “tu é minha”, mesmo sem nunca ter me perguntado se eu queria ser. Bruna tava toda empolgada, virava o copo, ria alto e rodava o cabelo. Eu até acompanhava, mas a

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