CAPÍTULO 68 TAYNÁ NARRANDO O cheiro de batata frita e hambúrguer invadiu meu nariz assim que a gente chegou perto da lanchonete da praça. Era como se aquele aroma tivesse o poder de apagar, nem que fosse por uns minutos, o peso todo que eu carregava dentro do peito. Bruna já foi logo puxando a gente pra fila, toda animada, gesticulando sem parar. — Eu vou querer um podrão completo, com tudo que tem direito. — ela falou rindo. — Hoje eu tô podendo! Eu e Alanny trocamos um olhar cúmplice e caímos na risada. — Tu sempre tá podendo, Bruna. — respondi, rindo. — Nunca vi uma pessoa com mais disposição que tu. Enquanto esperávamos, eu fiquei olhando em volta. A praça tava cheia, como sempre. Criança correndo atrás de bola, casais sentados nos bancos de concreto, os moleques jogando baralho

