CAPÍTULO 108 TAYNÁ NARRANDO Quando ele encostou a testa na minha, eu senti o coração bater mais forte, quase saindo pela boca. O jeito que o Alemão falava, o olhar dele, o tom da voz — tudo nele era comando. E o pior era que eu obedecia sem perceber. Fiquei ali, parada, tentando disfarçar o nervosismo. O quarto era grande, bonito, com uma luz quente que deixava tudo mais intenso. O som da chuva começava a cair lá fora, e o barulho das gotas batendo no telhado parecia marcar o ritmo da nossa respiração. Ele ainda tava perto. Tão perto que dava pra sentir o cheiro do perfume misturado com o calor da pele. — Tá vendo no que tu se meteu, novinha? — ele disse, a voz baixa, rouca, com aquele sorriso que me desmontava. Eu ri, tentando parecer confiante, mas a verdade é que meu corpo inteiro

