CAPÍTULO 81 ALANNY NARRANDO Eu já tava toda na correria dentro da cozinha quando ouvi o portão bater. Reconheci o barulho na hora, e um sorriso escapou sem esforço. — Deve ser meu pai. — falei, enxugando as mãos no avental e olhando pra Tayná. Ela levantou a sobrancelha, meio curiosa, e antes mesmo de falar, a porta se abriu devagar. Lá estava ele: meu pai. Sempre com aquele jeito sereno, camisa simples meio amarrotada, o cabelo já ficando grisalho, mas o olhar firme e cheio de orgulho. — Boa tarde, meninas. — ele cumprimentou, com a voz grave. — Boa tarde, seu João! — Tayná respondeu primeiro, sorrindo simpática. Eu ri, indo abraçar ele. — Chegou na hora certa, pai. — falei, apertando o braço dele. — O frango já tá quase pronto. Ele riu baixo, tirando o chapéu e deixando na cadei

