Observo a capela do alto da árvore, já fazem três dias que estou aguardando ansiosamente pelo momento em que as coisas irão ficar interessantes, eu passei as últimas três noites aqui, observando cada passo do reverendo e ainda assim, nada de interessante aconteceu até agora. Começo a pensar que eu deveria ter trazido mais do que cindo garrafas de água ardente essa noite, pois o sol já está para nascer e a última garrafa já está no fim e eu ainda não vi acontecer nada do que espero, penso que talvez eu deva encontrar meus irmãos, no entanto uma figura familiar se dirigindo a capela chama minha atenção, não me apego aos detalhes, apenas sorrio ao ver uma criança entrar na toca do lobo m*l.
Finalmente o grande momento chegou.
Eu espero por isso há dias.
Suspiro animada e em seguida tomo todo o líquido restante na garrafa de uma só vez, enquanto penso de deve aguardar mais um pouco ou se acabo logo com as festividades de um mero bobo da corte. Entre dúvidas, eu aguardo um pouco antes de seguir para a capela, ocultando minha presença e contendo toda a minha áurea demoníaca. Assim que entro na capela, tenho vislumbres de tudo que já aconteceu nesse lugar, as crianças que sofreram, as vezes em que o nome de Deus foi exaltado em vão por alguém que jura ser um servo dele, mas que prática um m*l irremediável constantemente e sente um prazer imenso nisso.
Maldito!
Esse cara pode ser pior que alguns demônios.
Entretanto, eu não sou um mero demônio, eu sou o demônio do caos, o demônio de Jersey e estou aqui para mostrar que o verdadeiro m*l está sempre debaixo do nariz daqueles que se cegam em meio á uma busca incessante de algo que preencha o vazio em seus corações. Entro pela janela dos fundos e em seguida caminho pelo corredor tranquilamente em direção ao altar, e já posso sentir a presença dos personagens principais dessa minha pequena e quase trama, no entanto, paro na entrada ao ver o reverendo encima de uma criança despida e deitada sobre o chão do altar, o garoto está amordaçado e incapaz de se mover pela diferença óbvia entre ele e aquele lixo humano.
Criatura profana.
Eu irei lhe dar sua sentença.
- Não vai doer nada, você só precisa ficar quietinho e então tudo vai acabar rápido. - diz e o garoto se remexe tentando se soltar.
- Vejo que está se purificando de seus pecados antes da missa, reverendo Macnelly. - digo vendo o homem abaixar suas calças diante do garotinho assustado e com lágrimas deslizando freneticamente em suas bochechas.
- Quem é você? - questiona se virando assustado e ao me ver ele sorrir, provavelmente pensando que sou uma garota indefesa. - Quer se divertir comigo também gracinha? - questiona se levantando e em seguida se aproximando de mim e eu posso ver a ereção em seu short, isso me enche de nojo e a vontade de mata-lo só aumenta, no entanto ele tem que sofrer pelo que pretendia fazer com esse garoto e pelo que fez as outas crianças.
- Ah, eu quero muito me divertir com você. - digo sorrindo de canto o vendo esticar a mão para tocar meu rosto, no entanto eu a seguro e em seguida a quebro. - Não grite ou eles saberão o que você pretendia fazer com essa criança e aí eles irão te linchar. - completo olhando em seus olhos azuis, usando a minha coerção nele, ele abre a boca para gritar, no entanto não sai som algum, ele sofre em silêncio com seus lábios trêmulos.
As lágrimas escorrendo por seus olhos enquanto segura sua mão quebrada me deixa contente, no entanto volto minha atenção para o garoto que me encara perplexo, me aproximo dele e posso vê-lo se encolher, me abaixo para tirar a mordaça de sua boca, enquanto ouço o revendo tentar fugir dali.
- Não se preocupe, eu não irei te machucar. - digo evitando olhar em seus olhos por mais de um segundo para não acabar usando a coerção nele.
- Não vai mesmo me machucar? - pergunta tremendo e eu assinto.
- Eu irei te soltar e então você poderá ir para casa. - respondo e então desvio minha atenção do garoto para o reverendo e ao vê-lo desesperado tentando abrir a porta travada por mim, não consigo conter o riso que o seu desespero silencioso me causa.
- Você é um anjo enviado por Deus? - questiona e eu o encaro arqueando uma sobrancelha, enquanto solto suas mãos. - Eu pedi a Deus por ajuda, eu orei e aí você apareceu e está me ajudando, então Deus ouviu o meu pedido. - completa e eu dou de ombros.
- Talvez ele tenha ouvido, mas eu não sou um anjo, pelo menos não um dos bonzinhos. - digo divertida e ele sorrir. - Se vista. - peço e ele levanta sua calça e a abotoa.
- Mesmo assim, ainda é um anjo, afinal está me ajudando. - diz me olhando com admiração e eu decido não prolongar essa conversa com essa criança.
- Pronto, você pode ir. - digo me afastando para que ele veja que não farei nada para o impedir.
- A minha irmã e outras crianças, estão desaparecidas e ele disse que eu me juntaria a elas. - diz ficando de pé e eu suspiro, enquanto noto que sua dicção é muito boa para a sua idade.
- Eu sei onde elas estão e eu garanto que todos também saberão. - digo e ele me encara com esperança em seus olhos.
- A minha irmã está viva? - pergunta e eu respiro tranquilamente enquanto olho em seus olhos.
- A sua irmã está morta. - respondo direta vendo as lágrimas molharem seu rosto angelical em questão de segundos e seus olhos verdes brilharem.
- Você não pode salva-la? - questiona entre lágrimas com um tom esperançoso.
- Você quer que eu salve alguém que já morreu? - questiono e ele assente firmemente. - O que te faz pensar que sou capaz disso? - questiono curiosa para entender o que se passa na cabeça dessa criança.
- Eu não sei, eu só sinto que você pode fazer isso e você me salvou. - responde com um tom incerto e eu sorrio em meio a uma careta. - Você fez algo com ele e o machucou como se ele não fosse nada diante de você. - diz desviando sua atenção de mim para o reverendo caído de joelhos em frente a porta, se estapeando frenéticamente graças a minha áurea demoníaca. - Por favor, a minha mãe está muito doente, o curandeiro da cidade disse que ela não vai viver por muito mais tempo, meu pai nos deixou quando mais precisávamos dele e a minha irmã é tudo que tenho, ela tem trabalhado muito para nos alimentar e eu a ajudo quando não estou com a nossa mãe, eu só não posso perde-la também. - completa com um tom firme e sua dicção perfeita demais para uma criança me impressiona.
- Quantos anos você tem? - pergunto e ele fica confuso.
- Fiz oito anos recentemente. - responde ainda confuso e eu sorrio.
- Você já teve um professor particular ? - pergunto e ele n**a rápidamente. - Então, me diga como sua dicção é tão boa para uma criança de oito anos? - questiono o analisando.
- Minha irmã tem me ensinado a ler nas horas vagas desde que eu tinha cinco anos, ela sempre foi muito inteligente e minha mãe nunca permitiu que meu pai a proibisse de aprender a ler como a maioria das meninas da vila são. - responde e eu fico curiosa sobre sua mãe e irmã. - Ela não queria que minha irmã ficasse a mercer de qualquer um ou que fosse tratada como uma ferramenta, ela queria que ela tivesse valor e que fizesse suas próprias escolhas na medida do possível. - completa e eu sorrio totalmente interessada na história dessa família.
- Sua mãe é uma mulher interessante, assim como sua irmã, já o pai de vocês é um i****a e se eu encontrá-lo algum dia eu acabarei com sua vida. - digo e ele arregala seus olhos verdes, surpreso com minhas palavras. - Como se chama? - pergunto e ele sorrir.
- Ethan Dashiell. - responde e eu afago seus cabelos castanhos.
- Ethan Dashiell, eu, Pandora Leeds, realizarei seu desejo. - digo e ele arregala os olhos incrédulo, porém posso ver um brilho de felicidade os tomando lentamente.
- Você vai mesmo ? - pergunta e eu assinto e então segundos depois ele agarra minhas pernas em um abraço desajeitado, faço uma careta, mas não o afasto, apenas deixo que ele faça o que deseja.
Eu não entendo crianças, então é melhor deixá-las agir dessa maneira peculiar delas sem as privar de sua curiosidade e coragem, afinal, a medida que forem crescendo elas perderão essas coisas importantes e se tornarão adultos de valores duvidosos, pelo menos na maioria dos casos.
- A minha irmã se chama Elizabeth Dashiell, por favor, a traga de volta para mim. - pede se afastando minimamente para me olhar e eu fico sobre um joelho só e o encaro.
- Eu trarei a sua irmã de volta, no entanto, você deve saber que eu não sou um anjo, na verdade, eu sou o demônio de Jersey e para realizar seu desejo, você deve fazer um pacto comigo, você está disposto à isso para ter sua irmã de volta? - questiono olhando em seus olhos, permitindo que ele veja minha áurea através dos meus olhos e segundos depois ele dá dois passos para trás balançando a cabeça, claramente atordoado.
- Eu não me importo! - exclama em alto e bom tom. - Só a traga de volta e eu não me importarei com as consequências que caírem sobre mim. - completa firme dando um passo a frente e me olhando nos olhos e eu não consigo conter o riso.
- Você é interessante demais garoto. - digo e em seguida me coloco de pé outra vez. - Pois bem, volte para casa e se arrume para a missa de hoje, sua irmã estará lá o esperando e não se preocupe, ela será a mesma de antes, talvez se torne mais madura, afinal eu não posso mudar o que aconteceu e nem apagar suas memórias se não for da sua vontade, por isso, continue sendo um bom irmão e a proteja dos perigos que possam surgir de agora em diante. - faço uma pausa e em seguida me viro e sigo até o reverendo tranquilamente. - No fim da noite, eu irei até você para selarmos nosso pacto, agora vá. - completo e ele apenas assente se virando, no entanto, não dá um passo sequer.
- Pandora Leeds, eu me lembrarei para sempre disso e a esperarei ansioso para agradecê-la por trazer de volta a minha irmã. - diz se virando e em seguida sorrir e acena para mim antes de correr para os fundos da igreja, provavelmente ele usará a janela para sair.
Suspiro me sentindo entediada agora que aquele garoto se foi, no entanto, eu tenho aqui diante de mim, um verme que precisa ser esmagado, isso me faz sorrir enquanto comprimo minha áurea, afinal eu quero ele bem lúcido para sofrer e agonizar até seu último suspiro enquanto eu o puno por seus pecados.
- Que tipo de monstro é você? - questiona assustado, após recuperar a lucidez e eu o observo em silêncio. - E como conseguiu entrar na casa de Deus? - questiona e eu reviro os olhos com tanta hipocrisia.
- Da mesma forma que você consegue rezar a missa todos os dias após fazer essas atrocidades com as crianças que deveria ensinar sobre bondade, misericórdia e amor, crianças que você deveria proteger. - respondo apertando seu pescoço. - E eu posso ser um monstro, mas meu coração está mais limpo que o seu que se diz um homem de Deus na frente de todos, mas em segredo se esconde atrás do livro sagrado e prática atrocidades com crianças e jovens indefesas. - digo sorrindo e em seguida lhe jogo sobre o altar de pedra que fica mais atrás do púlpito de madeira com o livro sagrado encima, tendo cuidado para não exagerar na força e o matar de imediato. - Você prega sobre amor, bondade e santidade, mas não tem nenhum desses requisitos, seu monstro nojento. - completo caminhando até ele.
- Por favor, não me mate, eu juro que não farei mais isso. - pede com um tom de súplica e eu sorrio.
- Você jura? - pergunto e ele assente.
- Eu juro, eu não farei mais isso. - responde e eu o agarro pela gola da camisa.
- Pena que suas juras não significam nada pra mim. - digo pisando em seu joelho até ouvir o mesmo se partir e ele gritar silenciosamente com suas lágrimas de crocodilo deslizando frenéticamente por seu rosto.
Essa visão dele me enche de prazer, seu sofrimento me causa um sentimento que eu poderia comparar a tão falada felicidade, desde que minha alma foi fragmentada, eu não consigo sentir verdadeiramente as coisas e a cada dia que se passa eu me encontro mais perto do inferno, mais perto do dia em que tudo irá desaparecer para mim, essa minha busca incessante não me renderá nenhum fruto agora, mas em um futuro distante, eu sei que há alguém que fará da minha penitência eterna apenas uma lembrança desgostosa e eu voltarei a ser uma criatura capaz de vivenciar coisas que eu sequer poderia imaginar.
Inferno!
Me perdi em meus pensamentos outra vez.
Desde que aquela mulher disse tais palavras, eu não consigo evitar de pensar nisso em meio aos meus atos cruéis, a cada pessoa que mato, cada criatura que crio e as que já existem e me perseguem, eu não posso evitar não pensar nisso, não posso evitar pensar que no futuro as coisas serão bem diferentes do que são agora e que eu terei que lidar com aquele que me amaldiçoou.
Eu terei que lidar com o demônio das maldições.
O pai da mentira e o rei das mágoas.
Mal posso esperar.
Sorrio sarcásticamente para mim mesma, enquanto observo o reverendo agonizar de dor e ainda assim buscar uma maneira de escapar, penso em qual será a melhor maneira de expor suas mentiras e castiga-lo do jeito que ele tanto merece. Noto a chegada de meus irmãos e em segundos ambos surgem ao meu lado, Mack a esquerda e Kora a direita, alterno meu olhar de canto de um para o outro e em seguida suspiro.
- O que desejam? - pergunto divertida e ambos sorriem.
- Ver o demônio de Jersey em ação. - responde Kora animada.
- Como pretende castiga-lo? - questiona Mack e eu sorrio.
- Você o observou como eu pedi? - pergunto olhando de canto para Kora que assente.
- Claro, não há nada que você me peça e eu não faça com excelência minha querida irmã. - responde divertida e em seguida retira um crucifixo de prata com um brasão da família McAvoy e eu sorrio.
- Onde eu poderia marcar este brasão em sua pele? - pergunto mais para mim mesma, mas meus irmãos não deixam tal pergunta passar despercebida.
- Que tal em sua bochecha? - sugere Mack e eu o olho. - Acho que seria bem simbólico ele ter a marca da primeira criança que abusou e matou cravada em seu rosto por toda a eternidade, isso o fará se lembrar do porquê ele vai para aquele lugar. - faz uma pausa e em seguida encara o revendo e sorrir. - Lugar onde arrependimentos não importam, juras não importam e muito menos as poucas coisas que você possa ter feito de bom nesta vida, porquê lá os seus pecados não podem ser perdoados, tudo o que resta lá é dor e sofrimento eterno. - completa divertido e eu sorrio ao ver o reverendo com os olhos arregalados após meu irmão lhe permitir ver seus olhos demoniacos.
- Isso me deu uma ótima ideia irmão. - digo animada e em seguida caminho até o altar, pego o reverendo pelo colarinho e em seguida o jogo aos pés de meus irmãos, então me abaixo e toco o chão de madeira.
Eu sinto que é exatamente aqui embaixo que os corpos estão, eu só preciso maneirar na força do feitiço e então fazer um pequeno buraco que exponha os corpos em decomposição cobertos por lençóis. Faço exatamente como pensei, vendo as chamas tomarem conta do piso quase todo e queimar a madeira rápidamente a fazendo virar cinzas em segundos e os cadáveres de diferentes tamanhos e idades ficarem expostos.
- Vinte e cinco, você é mesmo uma criatura desalmada. - diz meu irmão pegando o reverendo pela gola da camisa e o mantendo de pé para olhar os cadáveres.
- Eu adoraria tirar suas entranhas e jogar para os porcos igual você fez com essas crianças. - diz Kora com uma expressão divertida e seus olhos demoniacos expostos.
- Irmã. - chamo sua atenção e ela então retoma o controle de seus entusiasmo.
- Me desculpa, eu fiquei um pouco animada, mas acredito que ele vá ficar ainda mais por te ter como carrasco particular dele. - diz e eu suspiro.
- Elizabeth Dashiell, acorda bela adormecida. - digo divertida vendo o cadáver da garota se remexer embaixo do lençol.
Faço seu cadáver levitar até mim e em seguida retiro o lençol, vendo que seu corpo já estava em um estado médio de decomposição, há um corte enorme em seu abdômen, com toda certeza o homem retirou suas entranhas há mais ou menos três dias, o que significa que ele a manteve viva por mais tempo que os demais, talvez ela fosse seu alvo principal, acho que devo dá uma olhada na mente perturbada daquele lixo.
- Você tem um irmão muito interessante e para sua sorte e azar dele, ele não é muito esperto, o amor dele por você o deixa vulnerável e para que isso nunca mais aconteça, eu vou te dá duas opções. - digo assoprando seu rosto, o vendo se regenerar e em seguida acontece o mesmo com seu corpo. - Você pode voltar para casa como uma humana fraca e incapaz de proteger seu irmão e curar sua mãe. - digo vendo seu rosto praticamente regenerado, faltando apenas seus olhos e quando suas esferas verdes se mostram para mim e ela suspira em agonia eu sorrio, encarando seus cabelos longos e castanhos, sua pele alva e delicada, as bochechas rosadas e os lábios carnudos e rosados, seu corpo está nú, mas eu não desço meu olhar, mantenho apenas meus olhos nos seus, entendendo porque o homem a manteve viva por mais tempo, essa garota tem uma beleza rara, esse maldito deve ter feito tantas coisas horríveis a ela e isso só me faz querer mata-lo ainda mais, olho para Mack por cima do ombro e ele solta o revendo e eu o faço levitar até mim, ficando cara a cara com a garota, o vendo arregalar os olhos incrédulo, enquanto ela tem uma expressão de pavor ao encara-lo. - Ou você pode tomar o meu sangue e se tornar alguém capaz de proteger quem ama, mas principalmente proteger a si mesma de lixos como ele. - completo e ela olha para si mesma incrédula e toca seu abdômen com um olhar atormentado, vendo que não há mais nenhum corte ali, apenas a lembrança viva do que passou se repetindo em sua mente.
- Irmã, seja mais educada. - diz Mack surgindo atrás da garota e em seguida a cobre com seu manto e então eu a desço, a permitindo ficar de pé, no entanto suas pernas falham e eu rápidamente a seguro, a vendo me olhar nos olhos com os seus arregalados e uma expressão temerosa, enquanto apoia suas mãos em meus ombros.
- Eu preciso do seu crucifixo de família. - digo e ela rápidamente olha para o homem preso no ar ao meu lado e então eu entendo que ele o pegou como uma lembrança, tiro uma mão de sua cintura e em seguida toco a testa da garota.
Entro em sua mente e vejo todo o terror que ela passou nas mãos desse maldito, dias de tortura e abuso, o momento em que ele pegou seu crucifixo como lembrança antes de tirar sua vida para depois abusar de seu corpo uma última vez. Não sei porquê, mas meu corpo parece agir de maneira automática quando a puxo para perto e a abraço afagando seus cabelos lentamente.
- Kora, pegue o crucifixo da garota e o da garota McAvoy e marque as bochechas dele com cada um. - digo e em seguida olho para Mack que me encara com uma expressão curiosa, provavelmente não entendendo minha atitude afetuosa com a garota.
- Eu vou adorar isso. - diz minha irmã fazendo o que eu peço em questão de segundos, se divertindo ao colocar os crucifixos em cada bochecha do homem e em seguida os queimar sobre sua pele o vendo molhar suas calças em resposta a dor.
- Me escute, Elizabeth. - digo chamando a atenção da garota para mim que levanta a cabeça para em encarar com seus olhos verdes molhados pelas lágrimas que deslizam por sua bochecha. - Não há o que temer, apenas feche os olhos, tudo irá acabar rápido. - completo me afastando, mas ela agarra meu manto com uma mão.
- Eu. - diz com a voz falha pelo choro incessante e em seguida respira fundo várias vezes, parecendo buscar forças para falar e eu entendo o que ela deseja.
- Fique com meu irmão, ele é uma companhia melhor do que eu e um bom ouvinte, e então mantenha seus olhos bem abertos. - digo e ela assente lentamente me soltando e meu irmão se coloca ao seu lado, mas com uma certa distância em respeito a garota.
- O que mais quer que eu faça irmã? - pergunta Kora e eu sorrio.
- Eu cuidarei do resto irmã. - respondo e ela encara o homem com uma expressão temerosa. - Boa sorte. - diz para o homem antes de tirar os crucifixos de suas bochechas com pedaços da pele do homem grudados neles.
Sem perder tempo eu quebro o braços do homem na região do cotovelo e em seguida sua perna que ainda estava boa na região do joelho, olho por cima do púlpito de madeira, vendo o balde com as entranhas de Elizabeth e a faca que ele usou para tirá-las ao lado, a faço levitar até minha mão e em seguida r***o sua camisa com ela e escrevo em seu abdômen a frase " Aqui nunca existiu um servo de Deus ", em seguida toco sua testa e pego todas as suas memórias, vejo que seu pai abusava dele quando era criança, mas isso não importa, isso não apaga nada do que ele fez com essas crianças e jovens.
- Você vai sofrer em silêncio até a hora da missa, quando suas ovelhas cegas entrarem por aquela porta, você vai poder gritar e agonizar até morrer na frente de cada um deles e eu vou assistir tudo com o meu melhor sorriso estampado no rosto e esse sorriso será a sua última lembrança desta vida. - digo sorrindo enquanto abro sua boca e em seguida corto sua língua. - Irmã, o crucifixo da garota McAvoy. - peço e ela me entrega, retiro o crucifixo deixando apenas o cordão de prata e em seguida faço um corte no pedaço de sua língua e enfio o cordão entre ela e por fim o coloco no pescoço do homem, vendo o sangue que escorre de sua boca rápidamente manchar o seu novo cordão e sorrio cravando a faca em seu ombro até grudar na madeira do púlpito, o vendo se remexer em agonia e se molhar ainda mais. - Vamos para nos arrumar para a missa? - pergunto desviando minha atenção do homem para meus irmãos e Elizabeth que tinha uma expressão incrédula, mas ao mesmo tempo satisfeita.
- Eu tenho medo de você. - diz Kora com um tom divertido e eu não consigo conter o riso.
Isso não é nada comparado ao que esse homem fez, mas eu vou garantir que ele sofra eternamente, naquele lugar onde tudo que importa é o que você fez de r**m.
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