A água quente escorria pelo corpo de Lia, mas não trazia o alívio que ela esperava, pelo contrário, cada gota parecia acordar algo adormecido dentro dela. — Safira… — chamou em pensamento, a voz trêmula. Houve silêncio por alguns segundos, até que uma presença fraca, porém conhecida, respondeu. — Lia… — a voz era baixa, cansada. — Eu… estou aqui. Os olhos de Lia se encheram de lágrimas. — O que está acontecendo comigo? Por que dói tanto? — Fiquei presa por muito tempo… — Safira respondeu com esforço. — sinto muito, não queria te causar dor, agora que estou acordando, mas ainda fraca. Lia levou a mão ao peito, o coração acelerado. — Meu colar… — murmurou. — Eu não sei onde perdi… mas preciso dele, sem ele, tudo parece fora de controle. — Não… — Safira alertou. — Ele me cala, mas ag

