Desde que a guarda passou a ser total para Jay, ele teve que se envolver com tudo que se trata cuidar de uma criança, na verdade duas, limpar a casa e trabalhar. Além de querer ter mais tempo com seus filhos, ele queria voltar para eles no final do dia, pois ele era tudo o que seus filhos tinham.
Mesmo que alguns digam que depois dos 18 seus filhos já são independentes, Jay não concorda, ele sentia que precisava de seus pais até hoje e desde o dia em que teve seus filhos de volta, ele jurou que faria de tudo por eles. Pode ser difícil ser pai solo e fazer tudo isso sozinho, mas ele tinha uma ajudante em sua casa duas vezes por semana, então o serviço de casa mais pesado era feito por ela e o restante era para ele. Ele também tem Francis, ela nunca se importou que ele aparecesse no meio da noite ou deixasse as crianças até o dia seguinte. Quando era impossível alguém ficar com as crianças, ele os levava para o trabalho, eles ficavam no escritório e por incrível que pareça eles se comportavam na medida do possível para duas crianças presas no escritório.
Os momentos mais difíceis de Jay era quando seus filhos estavam doentes, ele se sentia o pior pai de todos quando seus filhos precisavam e queriam ele, mas ele precisava trabalhar, ou quando seus filhos não queriam desgrudar dele e ele não conseguia fazer nada, mas esse era o menos importante, pois ele estava cuidando de seus filhos pelo menos.
Seus dois filhos estavam crescendo rapidamente, eles já estavam começando a se tornarem independentes e Jay sentia orgulho, ver seus filhos crescerem seguros e saudáveis e o melhor de tudo, é terem uma vida longa pela frente não...
No entanto, ele ainda era egoísta, mas que pai não é? Seus filhos estavam crescendo muito rápido, então ele gostava e tentava aproveitar ao máximo enquanto seus filhos ainda se aconchegavam nele.
- Ele está no sofá. - A sra Kane diz assim que abre a porta. No caminho para a sala de estar, ele encontra sua garotinha deitada no tapete no chão completamente adormecida.
- Ei amigo. - Ele se ajoelha perto do filho, todo seu rosto está tingido de vermelho e Jay não sabe dizer se é de choro, de febre, de alergia. Ele acaricia a cabeça do filho suavemente enquanto observa se ele está com febre.
- Papai!! - Liam se joga nos braços do pai e abraça firmemente seu pescoço.
- Ei... como você esta? - Soffer se levanta acariciando as costas do filho e balança de um lado para o outro.
- Melhorando. - Ele diz em um sussurro, mas ele ouve mesmo assim e isso o alivia, os remédios estavam fazendo efeito.
- Quer trabalhar com o papai hoje? - Ele pergunta e quando recebe um fraco aceno de cabeça sabe que a situação do filho não é das melhores. Liam pularia de um lado para o outro se fosse trabalhar com o pai, mas seu estado não permitiu isso. - Ok, então vamos.
- Eu fico com ela aqui se você quiser... - Francis diz sobre Hannah.
- Eu iria preferir, mas como ele está querendo companhia acho que será de grande ajuda. - Soffer diz e eles acordam Hannah para ir até o carro. Normalmente ele a levaria, mas como ela não costuma dormir a tarde ele sabe que isso pode prejudicar a rotina noturna.
- Vamos trabalhar com você? - Hannah pergunta no banco de trás. Liam entra e sai, Jay sabe que é o remédio fazendo efeito e provavelmente, vai estar dormindo no próximo tempo.
- Vamos sim, hoje será mais rápido e então vamos voltar para casa e ter um dia de preguiça, o que vocês acham?
- Legal, o Liam adora dias de preguiça. - Hannah Bel sorri.
- Eu também. - O pai das crianças diz sorrindo e isso arranca um sorriso de sua filha mais velha.
Eles chegam na sede e Hannah corre para os braços da Sargento Bailey. Ela não gosta muito da pessoas, nem muito de Soffer, mas as crianças Soffer são excessão.
- Olha se não é a minha garota favorita. - Ela abraça a menina observa Soffer com o filho nós braços. - O que aconteceu? - Sua preocupação com as crianças também é anormal em comparação aos outros.
- Nada demais, talvez um resfriado ou uma virose. - Ele explica e assim sobe com seus filhos para o andar do CID.
Hannah cumprimenta todos de quem se lembra. Liam normalmente faria o mesmo, mas está feliz em se aconchegar no pescoço do pai e observar toda a movimentação sem dizer uma palavra.
Assim que eles chegam ao escritório ele recebe uma batida. E com o filho no colo, a filha no sofá assistindo desenho. Ele começa a reunião que estava agendada. Era uma reunião muito importante que ele não poderia deixar se ter. Ele ficou feliz por eles entenderem sua situação.
Durante a reunião, Liam acabou dormindo o que era de se esperar. Hannah estava feliz com seu filme Disney que ela estava assistindo. O ASAC Soffer se despede dos agentes e pensa que antes de ir, vai terminar algumas papeladas também importantes e atrasadas, talvez levar para casa algumas. Mas antes que ele feche a porta ele vê Lindsay conversando com a equipe dela. Ele olha para os filhos e depois para sua nova SSA e decide ir lá. Ele deixa Liam deitado dormindo no sofá ao lado da irmã e avisa que já volta.
Ele entra na sala e fica parado no batente a observando. Ela não o viu ainda, está concentrada demais em discutir sobre qualquer caso que estejam debatendo. Ele repara em como ela morde o lábio inferior enquanto pensa, como seus olhos se franzem quando ela observa alguma imagem. Como um simples uhum mexe com ele e a voz dela mexe com todos os seus sentidos. Ele so imagina aquele som... 'Nao vá por aí' Ele repreende a si mesmo. Ela está tão concentrada no que está fazendo, ela é confiante enquanto fica no meio e gesticula com cada palavra. Ele gostou de ver cómo ela usa as mãos enquanto fala, como se expressa e parece prestar atenção em cada m****o. Até que ela o nota.
Ela não se deixa afetar, mesmo que ela tenha visto ele passando com seus dois filhos a reboque e a cena dele segurando a mão de sua garotinha e seu garotinho nos braços, ela não se abalou e decidiu ir trabalhar. E mesmo com ele parado ali, com seus braços cruzados forçando seus músculos contra a camisa social sem seu blazer por cima, ela não se deixa levar. Ela continua profissional, sua mente até profissionalmente, mesmo que o resto do corpo tente fazer o contrário. Ela decide se concentrar no caso e em sua nova equipe e isso a faz pensar que antes ela o queria perto, mas agora não mais. Ela não sabe se aguentaria aquilo todos os dias. Não por causa do caso ou de sua liderança, ela era confiante nisso, mas era por medo de onde sua mente a levaria. Ela não pode controlar seus pensamentos impuros tanto assim, claro, sempre que ela começa a ter ela para, bem... nem sempre. Mas ela realmente não podia tê-los enquanto discute um caso.
Assim que seus olhares se cruzam ambos sorriram levemente um para o outro e foi impossível excluir todos os pensamentos que tiveram. A sorte é que a SSA Davis o tinha visto antes, mas só decidiu olha-lo assim que terminou sua discussão sobre um dos casos que fora transferido para ela. Ela soube naquele momento que tomou a decisão certa, pois não conseguiria se concentrar com a visão daquele olhar.
- Você está de volta. - Ela se aproxima enquanto os agentes começam a mexer no caso.
- Eu tinha alguns assuntos para resolver e com certeza não poderia perder você liderando sua equipe. Mesmo que eu tenha chego no fim. - Ele finge mágoa.
- Bem, pelo que pude ver são muitos casos, então você ainda vera muita coisa. - Ela sorri para ele.
- Espero que sim. - Ele diz e se foi com duplo sentido ou não, não impediu os dois de irem lá.
- Como está seu filho? - Ela pergunta.
- O remédio está fazendo o efeito esperado. Eles estão descansando no meu escritório. Você quer conhecê-los? - Ele oferece e sendo honesto consigo mesmo, ele não sabe porque dez isso, seus filhos eram apresentados quando não tinham muita alternativas, quase nunca era apenas por que ele queria, ele gostava de mantê-los para ele. Principalmente, pelo fato de ser quem é. Da influência que ele tinha e questões de seus casos, ele gostava de manter seus filhos em sigilo. Mas ele estava no FBI, eles estavam seguros e ela? Bem, ele sentia que podia confiar nela. Então ele estava feliz em sair e apresentar seus dois filhos, as duas coisas mais importantes da sua vida para ela. E ele só não sabe explicar o porquê.