Capítulo 14 - Revelação

957 Words
Pov. RUAN Os dias que ficamos em cárcere foram realmente uma tortura, o frio e a água me deixavam fraco a ponto de ficar difícil respirar, eu sabia que tinha que fazer alguma coisa ou eu e meu pai morreremos aqui. Ele dormia quase o dia inteiro e eu ficava agarrado as grades irradiando o pouco calor do meu corpo para elas, não era tão forte e eficiente como eu queria mas edtava funcionando quatro barras já tinham se quebrado. Ficar aqui enquanto os outros estão lá fora lutando para sobreviver era sufocante, eu não queria ser resgatado por ninguém principalmente se esse alguém for o Victor. As chaves das celas ficavam em uma parede no canto esquerdo das celas eu só previsava quebrar as barras em cima e estariamos livres daqui. Ontem levaram dois oficiais e hoje mais dois, não faço ideia do que eles querem conosco mas não vou ficar aqui para descobrir. Quando finalmente terminei de derreter as barras de ferro me esgueiro para fora evitando qualquer ponto visível, eu tinhanum plano e não podia deixar ninguém para trás. Mais rápido do que eu pensei alcancei as chaves e comecei a abrie as cinco celas sendo uma delas do meu pai. - Ruan? É você filho? - ele estava cansado a temperatura daqui não era a ideal para nossos elementos, sorri sem jeito e estendi a mão para que ele levantasse. Os outros oficiais já estavam fora das suas celas. - Parabéns, você nos libertou e agora? - era o pai de Lorena quem desdenhava, revirei os olhos encarando as escadas. - Precisamos ir para o outro lado do subsolo, tem uma passagem antiga para o Ponto de Encontro. - me lembro de ter ouvido muitas histórias sobre esse local, poucas pessoas sabiam se existia ou não mas precisavamos tentar. - Seu filho quer nos levar para a morte Garcia! - ele gritou, os outros três apenas nos observavam calados. - Eu confio no meu filho. - e pela primeira vez em toda a minha vida me senti amado pelo meu pai, ele confiava em mim. Sorri para ele e me apressei em tomar a frente, o outro lado era mais quente e estava fora das plantas. Passamosmpela escada que dava ao primeiro compartimento para o térreo com o coração na mão, apenas um Telecto curioso poderia colocar todo o plano por água a baixo. Foram os cinco piores minutos da minha vida. Já do outro lado da escada estavamos um pouco mais seguros que antes só um pouco, ainda corríamos risco. Tateei as paredes fazendo preces mentais enquanto os oficiais cochichavam sobre eu ter ficado maluco. O ponto de encontro já estava em Rebelion antes de tomarmos ela de Oncep, por sorte nem eles sabiam de sua existência, era um complexo militar de muito antes das bombas, foi criado para resistir a uma guerra nuclear e um vírus incurável. Ficar lá seria muito melhor do que continuar aqui. - Desista garoto, estamos mortos. - respirei fundo para não arrancar a cabeça dele fora, infelizmente eu não sou paciente e minha fama faz juz ao excesso de agressividade fluindo em meu sangue. Decidi por fim ignorar seu comentário i****a e continuei meu trabalho, eu precisava estar certo agora era questão de vida ou morte. Se eu tivesse me alterado nunca teria notado a pequena rachadura na parede, comecei a puxar o papel que recobria uma porta de metal, tinha uma frase escrita nela. A porta só poderá ser aberta uma vez. Após a a******a toda a estrutura ruirá. Sorri e puxei a porta fazendo sinal para que todos entrassem, eram como escotilhas de escape espalhados por toda a cidade, sempre que uma porta era aberta o oocal despencava tornando impossível que alguém lhe siga. O caminho agora é só para a frente. O túnel era quente e fez com que meu corpo reagisse imediatamente, toda a estrutura era de ferro e concreto sem iluminação a única coisa que precisavamos era seguir em frente. Os oficiais seguiram meu pai que iluminou o corpo andando a frente, eu decidi ficar um pouco para trás caso a armadilha não funcionasse por causa do tempo . Dez minutos foram o suficiente para escutar os primeiros estalos, os vidros se quebrando e por fim o desmoronamento, sorri satisfeito além de conseguirmos fugir ainda matei alguns desses desgraçados. Segui a pequena equipe pelos túneis estreitos e as vezes ingrimes a ponto de fazer um desavisado cair feio, quando meu pai se cansou o pai de Lorena tomou a frente iluminando o caminho. - Você foi muito corajoso, filho. - ele ahora estava ao meu lado alguns passos atrás da equipe de oficias. - Só fiz o meu trabalho. - resmunguei, eu adorei ter elogios do meu pai mas eles eram tão raros que eu não sabia ao certo como reagir. - Longe disso... filho, eu preciso te contar algumas coisas... - o olhei de soslaio esperando a bomba, algumas coisas eu já tinha descoberto sozinho. - Que matou minha mãe? Eu sei. - quando se é criança você não liga muito para a vida o importante é viver e pronto, mas quando você é uma criança cuja sua mãe morreu pelas mãos do seu próprio pai as pessoas comentam, é impossível manter um segredo desse por muito tempo. - Só não sei o motivo para isso. - As pessoas falam demais não é? - ele riu sem graça, apenas assenti. - Você não é meu filho, Ruan. Sua mãe me traiu com Math Ryan. Meu corpo estancou no lugar com o choque, esse era o nome do pai do Antony. Meus olhos não focavam nada em específico, eu esperava muita coisa mas não descobrir que sou irmão do meu parceiro.
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