"Resgate nas Sombras: O Libertar de Alicia"

2000 Words
###Dominic Sai da casa dos Rizzutos, uma raiva fervendo dentro de mim. A única coisa que eu desejava naquele momento era colocar uma bala na cabeça daquele desgraçado. Cheguei na casa dos meus pais, precisando me arrumar. Às 20h, começaria o meu casamento, e eu precisava focar em desmascarar Cassandra e Diego. Mas a mente não parava de voltar para Alicia, pensando no quanto aquela menina sofreu. Como ela conseguiu aguentar tudo isso, calada até hoje? Os meus pensamentos estavam a mil até que Selena, minha irmã, interrompeu o turbilhão. — Dommmmm! — Ela corre e pula no meu colo. — Olha o seu ranzinza! Você está atrasado para o seu dia de beleza! — Sele, não começa com essa história de dia de beleza! Te empresto o Lian; você pode fazer o que quiser com ele. — Eu aceito, mas não hoje. Vem, todos os profissionais estão te esperando para te deixar ainda mais gato. Tudo bem que é um desperdício, já que você vai se casar com aquela siliconada insuportável. — Ela bufa, revirando os olhos com desdém. — Sele, para de provocar o seu irmão. Cassandra é parte da família. — Salete se aproxima de Dominic e o abraça com carinho. — Já sei, acolher ela como se fosse a minha irmã e blá, blá... — Selena responde, revirando os olhos. — O que eu faço com essa menina, Dom? — Salete pergunta, um sorriso nervoso no rosto. — Manda ela para um convento, mãezinha. Eu apoio! — Yan ri, divertindo-se com a situação. — Ah, Yan, para de me provocar! Você deveria estar lá arrumando essa sua cara ridícula em vez de se intrometer na conversa da família, seu adotado. — Selena retruca, um sorriso travesso nos lábios. — Crianças, parem! — Dominic interrompe, tentando manter a paz. — Vamos, subir. Não queremos deixar os funcionários esperando, né? — Nesse momento, Antonio chega. — Como é bom ver o quanto os meus três filhos se amam! — Antonio comenta, o seu olhar carinhoso passando por cada um deles. — E aí, Dominic, como está a ansiedade, meu filho? Você parece meio desanimado. Quer conversar? — Está tudo bem, pai! — responde Dominic, forçando um sorriso. — Mesmo? Saiba que sempre iremos te apoiar em tudo. Portanto, se tiver algo te incomodando, não hesite em nos falar! — Antonio diz, seu olhar sério transparecendo preocupação. — Obrigado, pai! — Dominic responde, o coração apertando um pouco. — Agora vamos subir, precisamos estar gatões para hoje à noite! — Antonio declara, tentando aliviar a tensão no ar. — E nós, gatonas, né, Sele? — Salete acrescenta, piscando para a filha. As risadas ecoam, e logo eles se dirigem aos locais reservados para cada um. Dominic, Yan e Antonio vão para o espaço masculino, enquanto Salete e Selena seguem para o reservado feminino. Já acomodado, os funcionários começam a trabalhar no cabelo de Dominic. Ele pega o celular e acessa o aplicativo das câmeras instaladas na casa de Olavo. Com atenção, revisita os cômodos, até chegar ao quarto de Alicia. — Pai, Yan, vocês se importam se eu usar o celular e o fone de ouvido? Preciso participar de algo importante. — ele pergunta, a voz firme, mas os olhos traindo a ansiedade. — Por mim, tudo bem. — Yan responde, despreocupado. — Por mim também, filho. Com essa massagem aqui, duvido que consiga ficar acordado. — Antonio acrescenta, sorrindo para Dominic, que retribui com gratidão. Dominic coloca o fone no ouvido e começa a assistir às filmagens da casa de Alicia. À medida que as imagens se desenrolam, seu coração se aperta ao testemunhar o estrago que Olavo fez nas costas da filha e o plano de fuga que Alicia e Anastácia traçaram. A adrenalina corre por suas veias, e, sem pensar duas vezes, levanta-se abruptamente. — Pai, Yan, desculpem-me, eu preciso resolver algo urgente. Logo retorno. — diz, a determinação visível em seu olhar. — Precisa que eu vá junto? — Yan pergunta, preocupado. — Está tudo bem, irmão. Lian vai comigo. — Dominic responde, tentando tranquilizá-lo. — Filho... — Antonio hesita, mas logo se recupera e diz: — Vai, deve ser importante! Apenas se cuide e volte vivo para o seu casamento. — De acordo, pai! — Dominic afirma, já se movendo em direção à saída. Ele sai do espaço, descendo as escadas com pressa. No caminho, encontra Lian, que está segurando um prato cheio de docinhos. — Vem, vamos sair! — Dominic diz, a urgência em sua voz evidente. — Quê, para onde? — Lian pergunta, com a expressão confusa. — Apenas venha e fique atento com o seu celular. — Dominic responde, a urgência na voz. — Meu celular? — Lian replica, intrigado. — Apenas me obedeça, para de questionar! — Dominic insiste, impaciente. — Ok, ai meus docinhos! — Lian resmunga, largando o prato com um olhar de descontentamento. No carro, enquanto Dominic dirige, o celular de Lian toca. Dominic toma o aparelho da mão do secretário e atende. — Lian, eu preciso falar baixo! Você é a nossa única esperança. Estou fugindo de casa. Você poderia nos dar uma carona? Vamos descer na Lavanderia Elegance, prometo não tomar o seu tempo, pois sei que você tem o casamento do seu chefe. — A voz de Alicia vem ofegante pelo telefone. — Calma, respire, fale devagar! Como assim, ele tem o casamento e você? Eu não acredito que escolhi um belo vestido para você e você não vai. Ai que desaforo! Já estamos indo para lá, mas nossa conversa ainda não acabou. Tchau! — Dominic diz, desligando rapidamente enquanto Lian ao seu lado ri, divertido com a situação. ##Alicia A tensão era palpável enquanto eu me escondia dentro do cesto da lavanderia. O plano estava em andamento, mas a ansiedade me consumia. Rogava para que nada se manchasse de sangue, ou eles começariam a suspeitar. O funcionário que manuseava o cesto parecia notar algo incomum. — Caramba, hoje está mais pesado que o normal! — ele comenta, franzindo a testa. — Anastácia, agindo com naturalidade, responde: — Oh, sim. Esses forros de cama são mais grossos que os outros. — Olavo, interrompendo com a sua voz autoritária, diz: — Anastácia, você cuidou do que te pedi? — Sim, senhor! Mas... — Anastácia hesita, a preocupação evidente no seu olhar. — Mas? — Olavo insiste, seu tom impaciente. — Eu precisava comprar alguns curativos especiais, ou à noite teremos problemas. — Anastácia explica, tentando manter a calma. Olavo, claramente irritado, replica: — Droga! Não vou dar dinheiro para isso. — Tudo bem, senhor, eu uso do meu. — Anastácia responde, resignada, enquanto um fio de tensão permeia a conversa. — Vocês, pobres, sempre fazendo caridade, é desprezível! Termine aqui com a lavanderia e pode ir. Pedirei para um segurança te levar, senão alguma informação pode acabar escapando sem querer dessa sua boca, e não será legal para você, né? — Olavo dispara, seu olhar cheio de desdém. — Eu não contaria nada, senhor. Mas se prefere, tudo bem, ele me acompanhará — Anastácia responde, tentando manter a compostura. — Não demora! — ele ordena, antes de sair. O meu coração para por um momento ao ouvir a voz de Olavo; quase esqueço como respirar. Assim que ele se vai, um peso é retirado das minhas costas, e um alívio toma conta de mim. Anastácia se aproxima e sussurra: — Querida, o momento da ligação é agora. Peguei o número do celular do seu pai! Com as mãos tremendo, pego o meu celular e disco para Lian, tentando falar rapidamente, temendo ser descoberta a qualquer instante. Para minha surpresa, a voz que atende não é a de Lian, mas sim de Dominic. Ele não deveria estar se preparando para o casamento? Além disso, a encenação sobre eu não ir ao seu casamento pareceu um pouco exagerada. — Alicia? — ele pergunta, e o meu coração acelera ainda mais. Após ouvir a minha explicação, Dominic desliga na minha cara, deixando-me falando sozinha, a frustração crescendo. Deus me defenda, mesmo! O carro começa a se movimentar, e a adrenalina pulsa nas minhas veias. Alguns minutos depois, o carro para, e logo sinto que pegam o cesto em que estou dentro, começando a caminhar. Sondo, e apenas vejo, cestos de roupas ao meu redor. Oh, céus! Devagarinho, tento me levantar, mas o cheiro de sangue denuncia a dor nas minhas costas. Com esforço, apresso os passos, subo uma escada, e logo estou na parte da frente da lavanderia. Sinto que alguém toca o meu ombro e diz: — Moça, você não é uma das filhas do senhor Rizzuto? Você está machucada. Vou ligar para a dona Valquíria. — Não precisa ligar, ela está comigo. Olavo sabe disso! — Claro, não vou ligar! Se ela está com você, está em boas mãos. Há quanto tempo, Dominic! Como você cresceu, está lindo! — Muito obrigado, bom ver a senhora também! Mas agora preciso ir! — De acordo! Se cuide e cuide dessa linda moça, ela parece bem machucada. Ah! Vocês fazem um lindo casal. — A senhora sorri carinhosamente. Dominic assente com a cabeça, saindo da lavanderia. — A Tacinha! — Alicia olha ao redor, preocupada. — Ela já está no carro. — Dominic respondeu, tentando acalmá-la. — Mas e o segurança? — Alicia perguntou, a preocupação transparecendo na sua voz enquanto olhava ao redor, inquieta. — Não se preocupe, logo ele estará a sete palmos de terra... — Dominic disse, segurando a mão de Alicia e puxando-a para fora da lavanderia. Ao entrar no carro, Anastácia a abraçou com força, e Alicia fez uma careta de dor ao sentir a pressão nas costas, enquanto o cheiro de sangue permeava o ambiente, aumentando a tensão. — As suas costas, querida! — Anastácia exclamou, preocupada. — Está tudo bem, Tacinha! — Alicia tentou tranquilizá-la, embora a dor fosse aguda. — Lian, você pode, por favor, nos deixar na joalheria Diamantes Eternos? . — Está tudo bem, querida — Anastácia interveio rapidamente. — Não venda o colar que a sua mãe te deu. Eu tenho um pouco de dinheiro. — Vocês duas não vão a lugar nenhum! A não ser para a casa dos meus pais. Precisamos nos arrumar para o meu casamento! — Dominic declarou, sua voz firme. — Mas... — Alicia começou, mas ele a interrompeu. — Não insista Alicia! Você não vai vender o colar que a sua mãe te deu. Não vou deixar você fazer algo que vai se arrepender depois. — Ele a olhou intensamente, e Alicia sentiu um frio na barriga, como se a suas palavras tivessem um peso que a prendia no lugar. — Hoje as duas estarão sob os meus cuidados. Amanhã, estarei aqui para ajudar vocês a fazerem o que quiserem. — Dominic... — ela tentou protestar, mas ele a cortou novamente. — Sem mais interrupções. O que importa agora é que vocês estejam seguras. O seu pai logo saberá que você fugiu e que teve um segurança morto; vamos esperar até amanhã. — Ele tem razão, querida! — Anastácia concordou, percebendo a luta interna de Alicia. — Tudo bem, amanhã... — Alicia suspirou, o seu coração apertado pela incerteza do que estava por vir. — Agora, sem mais interrupções. Lian, passe na farmácia. Precisamos pegar algumas coisas lá e depois numa loja de vestidos. De lá, vamos direto para a casa dos meus pais. — Dominic falava com a autoridade de alguém que sabia o que queria e como conseguir. Lian concordou, um sorriso brincando nos seus lábios ao observar o mafioso cuidadoso com as duas mulheres em perigo. — Está rindo do quê? — Dominic lançou um olhar desafiador para Lian. — Rindo? Quem aqui está rindo? — Lian respondeu, forçando uma expressão inocente. O carro seguia em silêncio, carregando tensões não ditas. Alicia sentia o seu coração acelerado e as dores nas costas persistiam, embora o destino fosse incerto, Dominic estava decidido a guiá-las, oferecendo segurança em meio ao caos.
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