Cibely Narrando Depois que tudo se acalmou, eu ainda sentia o coração batendo acelerado no peito. Foi pesada essa invasão, muitos tiros, gritos, correria, e até helicóptero sobrevoando a favela. Um cenário de guerra. Esperei mais um tempo deitada no chão, tentando reunir coragem para me mexer. Quando tudo ficou em silêncio, levantei devagar. Olhei para o Léo, que estava encolhidinho num canto, agarrado em mim, com os olhos cheios de medo. Meu menino. Respirei fundo. Precisava retomar a rotina. Peguei ele no colo e fomos para o banheiro. Dei um banho rápido nele, mas carinhoso. Lavei seus cabelos cacheados enquanto cantava baixinho pra tentar acalmá-lo. "Vai ficar tudo bem, meu amor", falei, mas parecia que eu estava tentando convencer a mim mesma. A creche nem vai abrir hoje, isso era c

