Helena Narrando A noite foi um pesadelo sem fim naquela cela suja e fria. Nem sinal do Dr. Arnaldo, nem uma palavra sobre o habeas corpus. Minha cabeça não parava de pensar no Danilo. Meu Deus, cuida dele, não deixa ele fazer nenhuma besteira, muito menos se entregar. Essa ideia me atormentava o tempo todo. Era como se um nó tivesse agarrado meu peito, e, por mais que eu tentasse respirar fundo, nada aliviava. Teve um momento que meu corpo, exausto, simplesmente não aguentou. Eu deitei no banco gelado e áspero da cela. Dormi? Nem sei se posso chamar aquilo de sono, mas lembro de acordar assustada, o coração disparado, com um barulho do lado de fora. Foi quando a porta da cela se abriu com tudo, e o delegado entrou bufando, vermelho como um demônio. — Sua vagabunda, vai apodrecer aqui d

