O marido estava coberto de razão. Não era a p***a de uma garotinha indefesa. Nunca foi e necessário parar de se portar como a p***a de uma donzela na torre!
Algo poderoso cresceu dentro de Isabella. Tão poderoso que a fez soltou uma das mãos e dar naquela face arrogante a maior bofetada que já foi aplicada em alguém.
Assistiu com certo fascínio um filete de sangue escapar da boca do homem. A sensação de que havia se vingado a cegou.
“Eu fiz isso!”
Pensou com insana satisfação.
- Muito bom, garota! Isso mesmo, dê o seu melhor ... mas vai ter troco. - Um sorriso maléfico cobriu o rosto de Heitor ao fim de suas palavras.
Ele a beijou, um beijo que a excitação de Isabella não comeria que ela negasse. Esqueceu o corpo feio, segundas intenções, possíveis planos secretos. Ele a queria, intensamente. Vontade desesperada de sua masculinidade tocava suas pernas, exigia que se abrisse para recebê-lo. E queria receber o primeiro homem que demonstrava genuíno desejo por ela.
Sem o menor traço de vergonha, ela tratou de puxar o seu roupão. Queria consumir antes que a droga que ele havia tomado passasse o efeito e o sujeito se descobrisse na cama com uma mulher feia.
- Isso, Isabella, tome o que é seu ...
A mulher ficou vermelha quando o homem tomou suas mãos e levou até o seu pênis pulsante.
- Adoro facilidade como você cora. Adoro esse tom avermelhado em sua pele. Quero descobrir o quanto eu posso te deixar vermelha, quantos dias as minhas marcas ficarão em seu corpo.
Para provar o que disse, mordeu o ombro delicado, para depois lamber a marca. A carícia bruta provocou um arrepio que se propagou por todo o corpo da esposa.
Quem diria que além de todas as qualidades já conhecida, Isabella Ram ... Nigro Almada era também uma pervertida ?!
- Isso Isabella, geme. Eu quero ouvir seus gemidos.
Ela tinha gemido? Nossa! Isso era uma loucura... se dando conta do que acontecia, tentou levantar-se, mas o marido a puxou de volta, mordendo dessa vez seu mamilo.
— Deus!
Ele era um louco sádico! Que fazia coisas... maravilhosas!
Talvez fosse raiva, talvez fosse carência. De todo modo, ela estava excitada. Tão excitada que pressentia que uma poça logo se formaria sob suas nádegas.
Ela estava tão úmida e quente... normalmente estaria envergonhada com aquela situação, mas de todos os sentimentos contraditórios que o homem despertava nela naquele instante, vergonha era o menor de todos.
— Minha gatinha gosta de brutalidade... ótimo, eu sei ser bruto.
O tom que ele usou para sussurrar aquele comentário ilógico, causou outro arrepio que se espalhou pela pele de sua esposa.
Se não estivesse tão presa em sensações intensas, ela teria conseguido perguntar aonde ele queria chegar, mas não foi preciso, ele chegou... logo. Entre suas coxas.
— Não!
Nunca outra pessoa, além dela mesmo, a havia tocado ali.
— Vamos, querida, abre! Não vamos perder tempo com você se fingindo de recatada, Isabella. Vai ser bom e sabe disso. Vamos, deixe tocá-la.
A ordem denotava uma urgência excitante. Dessa vez a mulher quase obedeceu. E nessa pequena brecha que ela deu, ele se aproveitou. Os dedos do marido logo estavam firmes em seu sexo. Invadindo, penetrando fundo.
— O que você... está fazendo?
Isabella não reconheceu a própria voz.
— Sexo. E você está adorando, então, vamos abrir essas pernas Isabella? Não é como se você fosse uma virgenzinha...
Chocada com as palavras de Heitor, ela afrouxou o aperto. Era a oportunidade que ele esperava. De algum modo, segundos depois os dedos foram substituídos pela língua sedenta e irrequieta.
— c*****o!
Merda, ela estava xingando. Que inferno, ela não xingava mais... agora era uma educada senhora casada, o tipo que nunca perdia a compostura.
— Sim, Isabella, isso é bom...
Ele falou como se estivesse curtindo a sensação mais intensa do mundo e não proporcionando prazer a esposa.
E que língua talentosa aquele homem possuía!
Em suas fantasias mais selvagens, enquanto fuçava noite adentro a internet (depois dessa invenção dos infernos ninguém era mais puro ou permanecia muito tempo na inocência se tivesse curiosidade), ela sempre teve um verdadeiro fascínio por aquela carícia. Ficava se perguntando como seria a sensação de ter a língua de um homem lambendo seu sexo, penetrando fundo em sua i********e. Se imaginar naquela situação era a forma mais rápida para a moça alcançar o orgasmo enquanto se masturbava, vive-la se provava ainda melhor. Sim, Isabella até poderia ser virgem, mas ingênua em relação ao sexo, nem um pouco.
O irônico de tudo era que o seu marido era uma constante em seus devaneios sexuais. Havia perdido as contas de quantas vezes teve as mais loucas fantasias com ele.
Seu marido. O homem que em teoria seria o último ser do planeta por quem uma mulher deveria ter um fascínio secreto, mas Isabella não era qualquer mulher. Era um objeto de decoração, não muito belo por sinal, na vida daquele homem.
Ficar babando o marido não estava especificado em suas funções de esposa fantoche.
A tragédia daquela história, além do óbvio, era estar ao lado de um homem irresistível que nem a olhava. Porque sem caráter ou não, perigoso ou não, Heitor Nigro Almada era um dos homens mais sexys que já cruzou o seu caminho. Do alto de seus quase dois metros de altura, de masculinidade bruta, o homem era um fetiche ambulante. Imaginá-lo curvado com a boca em seu sexo lhe dando prazer era o ápice de qualquer realização s****l imaginada. E isso estava acontecendo naquele momento.
Logo, logo chegaria a notícia que o inferno tinha congelado. Era só esperar.
Seus pobres e castigados dedinhos nunca foram capazes de fazer com ela o que aquela língua fazia naquele momento.
— Oh, meu Deus! Oh, meu Deus... Oh, meu Deus.
Em um impulso incontrolável, Isabella agarrou os cabelos sedosos de Heitor, não para afastá-lo, mas puxando-o mais para si. Os arrepios de prazer nasciam de algum ponto entre suas coxas, espalhando-se por suas pernas e ao longo da coluna cervical. Os dedos dos pés adquiriam uma deliciosa dormência. Seus m*****s estavam tão rígidos que ela temia/queria que eles explodissem de prazer.
Pensava que nada que tinha experimentado até o momento ou experimentaria no futuro chegaria perto do que estava sentindo, mas então o homem concentrou os esforços de sua língua e ela sentiu uma explosão em seus quadris, que ecoou como ondas por todo o seu ser.
Perdeu por alguns preciosos segundos a consciência do próprio corpo, sentia-se tragada por aquelas ondas de êxtase.
Quando abriu os olhos descobriu Heitor observando-a com interesse. Ficou vermelha. Bege. Verde. Azul de vergonha. Ele tinha mesmo que deixá-la constrangida até naquele momento? p***a, ela estava ali navegando em outro mundo por causa dele e o homem assistia tudo. Pensou em se cobrir para tentar recuperar o controle e esconder a vergonha.
— Ah, não! Nem pense nisso. Agora é a minha vez...
Antes que pudesse questionar suas intenções sentiu o próprio gosto nos lábios, quando ele voltou a beijá-la com ímpeto. Isso definitivamente era muito erótico. Uma nova onda de prazer úmido escorreu por suas pernas, provando que qualquer que fosse o desejo do marido, ela estava disposta a ceder.
Bem, ela queria tudo de novo e mais, queria o calor, o gosto, o cheiro.
Enquanto era beijada, o marido se acomodou entre suas pernas.
Ia acontecer, ela percebeu com uma ponta de medo e ao mesmo tempo ansiedade. A mão do homem penetrou no espaço entre os corpos, acomodando o pênis na entrada de sua v****a. Isabella se encolheu. Diziam que doía...
— Molhada... perfeita.
A voz rouca do marido quase a enlouqueceu. Impossível, ela estava sonhando. Não podia ser verdade aquele momento. Certamente logo acordaria... mas não acordou.
— Ai...
A invasão bruta tirou todo o erotismo da coisa. Era como ser rasgada em um único golpe. Doeu demais, ardeu. Tanto que duas lágrimas quentes se formaram rapidamente e escorreram por seu rosto. Ela nem tentou se mexer, com medo que ficasse pior.
Luzia dizia que quanto mais velha a mulher, pior era a primeira transa. Chegar aos 29, virgem, no entanto, não foi uma opção para Isabella, foi total falta de escolha. Homens não viviam se jogando aos seus pés.
— Desculpa.
O pedido a surpreendeu. O beijo que recebeu na testa também.
— Eu deveria saber que... tem muito tempo que você não... faz isso. E eu sou grande. — A voz entrecortada, ofegante.
Oh, Deus, ele tinha entendido tudo errado. Estava pensando que ela estava daquele jeito por falta de uso... ela deveria falar sobre os 29 anos de desuso?
“Ele vai sair correndo Bella. Um homem como ele deve detestar virgens.”
— Eu vou fazer ser bom agora. Prometo.
Na falta do que dizer, ela apenas assentiu e esperou.
O primeiro impulso provocou um novo gemido de dor.
— Calma, vai ficar bom.
Saindo completamente, Heitor voltou a investir. A reação de Bella foi cravar as unhas nas nádegas do esposo.
— Não faz isso... ou eu g**o.
Aquilo provocou uma coisa dentro da mulher. Ela, a feia e sem sal Isabella Ramos de Melo, agora Isabella Nigro Almada, era quem estava fazendo aquele magnífico homem gemer e gozar.
O mundo estava de ponta cabeça. Ninguém via isso?
Uma vontade férrea de suportar tudo cresceu dentro dela. Não iria reclamar, só aguentar tudo. E depois poderia se orgulhar em dizer que não era um completo zero à esquerda. Um homem, rico, bonito, perfeito a quis, gozou com ela. Foi capaz de fazer aquele tipo de homem desejar-lhe.
Queria que os pais, os amigos estivessem ali naquele momento... mas então pensou no absurdo da situação e quase riu. Estava ficando louca. Completamente louca. Como o feito de fazer um homem se satisfazer com ela era algo notável? Até onde sabia, todo homem era um porco em potencial e não precisava de muito para ejacular. Estava sendo ridícula!
— Não é educado rir de um homem em minha situação, Isabella.
E se impulsionou dentro dela outra vez. Foi dolorido, mas ela voltou a sentir o formigamento em suas costas. Outro impulso, ela estremeceu. A boca ficou seca. Não era possível, ela ia gozar... também. E de novo.
— É bom, não é?
O sorriso satisfeito do marido em provocar prazer era um convite ao pecado. Não havia como negar nada a ele naquele momento.
Impulsos longos e lentos, profundos. A dor agora era algo agradável que a deixava ciente do músculo que a invadia. Uma quentura se concentrava em volta do seu ventre, trazendo ondas de prazer que tiravam a razão da mulher.
Então sexo era isso? Era disso que as outras mulheres falavam? Tinha aquela euforia que crescia dentro dela. Uma vaidade feminina que ela nunca esperava sentir.
Também estava super consciente das mudanças que ocorriam no corpo do parceiro. A respiração mais acelerada, o m****o tornando-se mais rígido e trêmulo, crescendo a cada impulso. Com ela. Por ela.
Quem poderia imaginar que ela seria capaz de tal feito?
— Eu estou indo, Isa. Vou...
Descontrolado, o homem segurou com muita força os quadris da mulher, quase a machucando. Isabella não se importou. O êxtase estampado na face masculina. No maxilar travado. Nos olhos fechados. Ele estava num mundo só seu.
No início, à Bella só restava observar com fascínio o que só vira em vídeos. Um homem em puro estado de prazer, descontrolado... as estocadas tornaram-se intensas e mesmo que quisesse ela não poderia apenas assistir. Seu corpo reagia ao prazer que proporcionava ao marido. Os m*****s túrgidos, a pele arrepiada. As ondas que nasciam no corpo e a tiravam do eixo.
Para Isabella Ramos a sensação de provocar tanto prazer no poderoso senhor desalmado foi algo tão estimulante que uma onda de prazer a golpeou. Com braços e pernas o envolveu, trazendo o corpo para o mais próximo que poderia do seu. Era como se quisesse fundir-se a ele. Torná-los um só. Os impulsos de Heitor em seu corpo foi aumentando as sensações em uma espiral que logo a atravessou em intenso clímax.
Seus líquidos misturados aos dele sujaram o lençol. Poeticamente, em seu estado entorpecido, a mulher ponderou que estava ligada aquele sujeito para sempre.
Agarrados um ao outro, esperaram as respirações e corações se acalmarem. Isabella sentiu que poderia ficar ali para sempre, acolhida naqueles braços forte, encolhida e protegida naquele corpo viril...
Mas a ilusão não tardou a findar-se.
O marido logo se afastou, não só física, mas também emocionalmente. Ela estava fazendo de novo: fantasiando quando aquilo foi puramente carnal. E começou por que alguém teve pena dela.
— Eu sou pesado. — O homem justificou o afastamento, mas para Isabella aquilo não quis dizer nada.
Ela não reclamou quando ele se deitou ao seu lado. Ficou olhando o teto. Queria implorar que a abraçasse, que a protegesse com o seu calor, afastando todas as coisas ruins que havia além daquela porta, mas os problemas não estavam só lá fora. Estavam ali, abrindo rapidamente um abismo entre os dois.
A alegria que sentira há pouco foi esquecida.
Então era isso, finalmente havia perdido a virgindade. Numa sessão de sexo por compaixão. Em cima da cama que poucas horas antes abrigou o corpo sem vida de sua irmã.
O quão baixo ela ainda poderia descer?
— Pare de pensar!
As ordens do marido começavam a irritá-la, mas decidiu apenas ignorá-lo. Agora que a euforia do sexo passara, temia cair em desespero outra vez. Não queria começar uma briga.
Estava exausta. De tudo e de todos. Só queria esquecer o mundo enquanto era esquecida por ele.
Então para sua surpresa, o braço forte a envolveu pela cintura e a puxou sobre o seu corpo. Colocando-a deitada sobre seu peito.
— Durma!
— Eu não...
Ela tentou se debater, mas o marido apenas a segurou contra o peito com mais força.
— Vamos fazer uma trégua, por hoje, ok? Vamos fazer de conta que somos pessoas normais em uma situação normal.
— Mas amanhã tudo voltará a ser como sempre.
— Não vamos pensar no amanhã.
Um plano e******o, mas era tão reconfortante estar ali, nos braços do marido, embalada por seu calor. O som ritmado do seu coração era tão relaxante que ela, sonolenta, se lembrou que ocasionalmente, havia coisas piores na vida que brincar de faz de conta.
E talvez o Senhor Desalmado nem fosse tão malvado assim...