Novo cliente - Parte dois

3795 Words
Jeon arrumava sua bolsa com os livros e cadernos necessários quando ouviu a porta de seu quarto ser aberta. — Eu 'tô com fome. — Doyun falou ao se jogar no colchão do outro. Jeon apenas revirou os olhos e fechou a bolsa. — Você sabe que existe uma coisa chamada geladeira aqui? Ela tem alimentos. — Mas são alimentos que precisam de preparos, e eu não sei preparar. Que tipo de amigo é você que não faz comida? — Do tipo que está cansado e que precisa ir para a universidade agora? — Você está cansado de f***r, Hajoon, isso nem deveria ser um cansaço r**m. Isso deveria era te ajudar a ficar feliz e te empenhar a cozinhar para o seu amigo mais velho. — Em primeiro lugar, vá se f***r. — Jeon olhou para o amigo que lhe mostrou o dedo do meio. — você recebe uma mesada de dez mil dos seus pais, compra comida feita ou sei lá, contrata alguém pra fazer pra você, eu não posso. — E em segundo? — Doyun perguntou sem muita vontade. — Em segundo, eu não fodi, e é por isso que estou m*l-humorado. — Não? Mas você não foi se encontrar com um cliente? — Fui, mas não rolou. Eu só consegui fazer um boquete e levar uma jatada de p***a na boca, mais nada. — p***a, faz tempo que não levo uma jatada de leite na boca... — o outro lamentou-se. — Chama o Taeil, ele não vai dizer não. — Por que você não chama? Eu não quero ver aquele cabeça de p**a-p*u na minha frente nem pintado de ouro. — Você sabe que eu e o Tae só fodemos algumas vezes e porque estávamos no tédio, ele é seu ex, não meu. — Você 'tá no tédio agora, talvez ele te anime. — É, talvez. — Falou, em pura implicância. Doyun jogou o travesseiro na cara de Jeon, o que fez o outro rir porque era claro e evidente que ele ainda gostava muito do ex. — Vou pedir pizza. — Doyun disse saindo do cômodo. — Eu quero a minha de camarão. — E quem disse que eu vou pedir pra você? Você me deixa quase morrer de fome aqui. — Deixa de drama e você vai pedir pra mim porque eu sou o amigo que te deu um teto quando você resolveu sair da casa dos seus pais, então você é obrigado a me mimar. O Min ainda resmungou, mas Hajoon não tinha muito tempo para ouvir o que fosse vindo dele. Buscou seu perfume e olhou as horas no relógio de pulso que usava. Estava atrasado, então correu para pegar a bolsa com os cadernos e buscou a chave de seu carro quando saiu do apartamento. [...] — Você não gosta de mim? É isso? — Que besteira é essa, WooBin? É claro que eu gosto. WooBin encarava seu namorado debaixo e tinha um bico fofo nos lábios. Estavam na universidade, mais precisamente parados em frente a sala de Jiwan. O garoto cursava administração e seu bloco era logo no início. Park por sua vez, cursava dança e seu bloco era o último, o que era longe demais para Jiwan lhe acompanhar para depois voltar tudo e assim se atrasar. — Eu te digo que eu gozei na boca de um cara e tudo o que você me pergunta é porque eu não transei com ele? — Eu apenas perguntei porque era esse o intuito, não? — Jiwan, eu gozei na boca de outro! Você entende isso? — WooBin... — Jiwan suspirou alto. Estava cansado, principalmente pela falação do menor. — se eu te mandei fazer isso, eu não me importo. Eu só queria que você resolvesse isso logo. — E por que você não resolve? Quem falou em fazermos amor primeiro foi você, agora eu quero e você se recusa. — Eu só não quero tirar sua virgindade. Eu não transo com virgens. — Não é t*****r, é fazer amor. — É a mesma coisa. — o outro revirou os olhos. — Aliás, preciso entrar, ok? O Park bufou. — eu te vejo depois da aula? — Hm, eu acho que não vai dar. Eu vou sair com alguns amigos do curso de teatro hoje. — Outra vez? — Não começa. — Eu não estou começando nada, mas é a terceira vez só essa semana. Você não vai lá pra casa a duas semanas. — Por Deus, que implicância. Você sempre está com aquele amiguinho, sabe que eu não gosto dele. — Não use o Hwan no meio da nossa discussão, ele não tem nada a ver com o modo em como você está comigo. — Isso não é uma discussão, e é você que está diferente comigo. Você me sufoca! — Eu te sufoco? Querer o meu namorado perto ou presente é sufocar? — É, você não era assim, agora está grudento e me implorando por sexo. — Eu não estou implorando por Sexo, Jiwan... — WooBin falou baixo, olhando ao redor quando outro alunos começaram a adentrar a sala. — eu só sinto a sua falta. — Eu preciso entrar. — Jiwan disse deixando apenas um sorriso antes de virar. Park WooBin ainda permaneceu lá, parado como um bobo enquanto via Jiwan ir. Sentiu-se patético quando o outro sentou em sua cadeira e sorriu ao cumprimentar os demais ali. O bolo em sua garganta veio, Park logo queria chorar, mas não faria isso bem onde estava. Então virou-se rápido querendo sair dali e talvez ir para o banheiro e perder a primeira aula completa em choro, mas um corpo maior que o seu lhe impediu e se não fosse as mãos largas e ágeis, Park com certeza teria caído feio no chão. — Opa, toma cuidado baixinho. — Um homem alto e de cabelos vermelhos falou. WooBin olhou-o e viu-o rir. — 'tá tudo bem? WooBin Assentiu e enfim sentiu-o soltar as mãos de seu corpo. — Taeil, espera! — uma voz gritou dos portões, o homem cujo havia segurado WooBin olhou e acenou. Taeil era seu nome. Park ao menos agora sabia o nome da pessoa que lhe impediu de passar vergonha na frente de seu namorado/vacilão. — Você só chega atrasado, Hajoon! — o tal Taeil falou. Enfim, os olhos de WooBin desviaram para quem havia chamado e viu quando o homem se aproximou até estar a sua frente também. Os olhos do menor se arregalaram. — Eu não tive culpa, o Doyun estava resmungando por comida. Jeon ainda não havia notado WooBin. Ou ele não havia reconhecido. Mas seus olhos enfim chegaram até ele, mas foi muito rápido, de um segundo a outro WooBin estava literalmente correndo em direção ao seu bloco. — Mas o que...? — Taeil olhou-o e não entendeu nada. — baixinho estranho, credo. Hajoon continuou olhando-o e entendeu a reação, mas Taeil tocou-lhe sobre os olhos e logo estava falando sobre o novo carinha de cabelos azuis que havia encontrado em um site. [...] O park estava atrasado. Todos os alunos de dança já se encontravam no estúdio que pertencia ao campus e logo Hwan viu-o adentrando às pressas. Todos já se alongavam, Hwan tratava uma batalha - lê-se implicância - com Lee Taemin e sorriu quando WooBin o cumprimentou primeiro do que com o garoto. Era sempre assim, desde o início do curso até agora onde já estavam no terceiro e penúltimo ano. Hwan viu quando Taemin jogou a perna um pouco mais para a frente, deixando seu corpo quase que completamente aberto sobre o chão. Aquilo não fez Hwan contente, é claro. Então, jogando seus cabelos azuis para trás, como se absorvesse uma força oculta no ar, Hwan estendeu sua perna tanto quanto o outro, semicerrando os olhos quando o encarou. — Que competição boba. — WooBin comentou jogando sua bolsa no canto e retirando os sapatos. Usava uma calça legging muito justa ao corpo por debaixo da jeans que usava, então não se deu o trabalho em ir até o vestiário para trocar de roupa, apenas retirou a calça e colocou-a junto a sua bolsa, alongando-se de pé, antes de enfim fazer o mesmo que Hwan. — Por que chegou correndo? — Porque encontrei alguém que eu acreditava nunca mais encontrar, e isso foi bem aqui na faculdade. — Jiwan? — Hwan olhou-o sorrindo e viu o melhor amigo revirar os olhos. — Sabe como eu torço para ele sumir, não é? — Tanto quanto torce para o Taemin sumir também? — Bom, um pouco menos, mas bem pouco mesmo. — Você é bobo Hwan. — Você que é. Seu namorado louco e paranoico deveria simplesmente evaporar, era um favor que ele faria ao mundo. — Não entendo porque você odeia tanto o Jiwan... — Entende sim, só que se faz de sonso. Ele tentou te envenenar e te afastar de mim, dizendo que eu só por ser gay também iria te assediar, e sem falar que ele quis mudar seu modo, suas roupas e até seu curso porque achava vulgar, você foi forte quanto seu posicionamento, mas se isso não for um relacionamento abusivo eu nem sei qual palavra encaixar. Eu já teria largado dele há muito tempo. WooBin ouviu aquilo, mas não ficou com raiva ou algo parecido. Era realmente como Hwan falava, ele parecia se fazer de sonso, ou até mesmo de bobo, já que claramente sabia as razões de Jiwan ser o que era. A aula logo teve início, o que findou um pouco o assunto. Terminaram tudo completamente esgotados depois de quase três horas estudando passos e manobras que o professor sempre mostrava duas vezes na semana. — Namsun disse que vai pagar um sorvete pra mim hoje, quer ir e tomar sorvete nas custas dele também? — Hwan perguntou quando saiu do chuveiro. WooBin já enxugava seus cabelos e via como o rosa em seus fios já era quase imperceptível. — Um convite desse, quem n**a? Sorriram cúmplices e terminaram rápido ali, saindo de braços dados até o bloco de matemática e encontrando com Namsun sorrindo bobo para o celular. — Ele está apaixonado. — WooBin disse alto em direção a ele e sorriu quando notou que ele havia ouvido. — Mas é claro que está, parece que o modelo lançou ele de jeito. — Não vou mais para lugar algum. — O maior falou guardando o celular e encarou os outros dois. — tchau. — Nem pense, eu vim para tomar sorvete. — WooBin falou rindo e juntou seu braço ao de Namsun. — Eu não sei como me tornei amigo de vocês aqui nessa langonha de universidade, somos completamente diferentes, a começar que eu sou o pobre da relação e sempre pago o sorvete para vocês... Que tipo de mundo é esse em que vivemos? — O que é langonha? — WooBin franziu o cenho. — É um sinônimo para meleca, eu pesquisei no Google. — Namsun respondeu rindo grande. — Mas é tipo um xingamento? — Hwan também parecia confuso. — Deve ser, meleca é, não é? — Na verdade, meleca segundo o Google é aquilo que sai do nariz. — Hwan explicou calmo. — Mas se for levado a razão perde a graça. — Por que você está procurando sinônimo de palavras, Namsun? — WooBin perguntou sentando numa das mesas. Estavam enfim em um dos tantos refeitórios que a universidade tinha. — É por causa do modelo? — Eu quero parecer inteligente perto dele. — Namsun comentou baixo. — Ele é muito bonito, eu só sou... — Inteligente? — Hwan riu. — Mas com números, quero falar bonito perto dele, porque já basta não ser tão bonito perto dos outros caras que com certeza dão em cima dele, se eu falar errado, aí acabou tudo. — Love Yourself, Bicth! — Hwan falou. — É, Deixa de bobagem Namsun. Você é bonito sim, e já fala muito bem, não precisa se moldar além de outra pessoa. E você é inteligente pra c****e com números e se foi isso que fez o modelo Kim gostar de você? — Será? — Namsun perguntou com os olhos atentos. — não seria possível... — Ou foi isso, ou você fode bem. Alguma coisa fez o modelo querer você e não os outros que cercam ele, então deixa de bobagem. — Hwan disse rindo e deixou dois tapinhas sobre o ombro dele. — meu sorvete é de chocomenta. — Me recuso a comprar esse veneno. Chocomenta é tipo, o monstro verde no meio dos sorvetes. — Namsun, o meu é de morango. — WooBin falou rindo, olhava a briga de sempre entre os amigos por causa de sorvete. — Vai logo, Namsun. — Hwan o apressou. — Me recuso. — Então compra de chocolate, 'tá bom assim? Namsun sorriu para Hwan. — 'Tá ótimo. [...] — A gente 'tá estranho a alguns dias, sabe? Eu não sei o que está acontecendo com o Jiwan... WooBin mexia a colher sobre o copo de sorvete vazio. Sua mão direita estava sobre a bochecha enquanto seu olhar permanecia perdido. — Será que ele está me traindo? — olhou para os amigos. Namsun rapidamente arregalou os olhos e olhou para Hwan. O outro apenas bufou alto. — Eu não posso mais manter isso em segredo, Namsun, desculpa. WooBin atentou-se ao que Hwan falou, e viu Namsun tentar impedir que Hwan continuasse. — WooBin, por favor, não fica com o coração doendo, 'tá? — Namsun pediu afagando a mão do outro. WooBin franziu o cenho sem entender, e ouviu Hwan suspirar outra vez antes de apenas dizer: — Ele te trai. WooBin esperou a parte em que Hwan dizia que aquilo era brincadeira, mas essa não veio. — O quê? — ele perguntou enfim caindo em si. — Com o Jehun do curso de teatro... — Namsun falou um pouco incerto. — Eu ouvi o Jehun falar algo como um fim de semana incrível com o Jiwan e em como eles iam passar a noite juntos num hotel hoje... Eu só não ia te contar porque eu não queria te ver mais tristinho, desculpa, 'tá? — Jiwan está me traindo? — os olhos do Park outra vez já se enchiam de lágrimas, no fundo ele também já sabia daquilo. Não se conteve quando se ergueu e apenas saiu às pressas dali. WooBin era t**o, sua própria consciência lhe dizia isso. Chegou em seu carro já com as lágrimas pintando as maçãs de seu rosto e foi lá que permitiu-se chorar alto por aquele que com certeza estava agora com outro nos braços. O Park demorou até conseguir conter um pouco as lágrimas e quando conseguiu, dirigiu até o apartamento de Jiwan. O porteiro estranhou seus olhos vermelhos e seu semblante choroso, mas assim como sempre, permitiu sua subida até o quatrocentos e quinze. Park faltou derrubar a porta com murros, mas ninguém abriu. Ele chorou mais, estava se sentindo o maior trouxa do mundo, mas não tinha muito o que fazer, então apenas dirigiu de volta para a casa e afundou-se em seu sofá quando chegou lá. Fluffy tentou animá-lo, balançava seu rabinho branco e peludo enquanto deixava várias lambidas no nariz de WooBin, mas nada o animava. — Desculpa, filha. — WooBin pediu quando fungou e se pôs de pé. Foi difícil tomar um banho, foi difícil se alimentar. Foi ainda mais difícil conseguir dormir, sempre que ele fechava os olhos conseguia imaginar Jiwan fazendo amor com Jehun, mas não com ele. Quando enfim conseguiu dormir, já passava das cinco. Acordou esgotado às nove para pôr a ração da cadelinha, mas buscou seu celular determinado a pôr um fim em tudo. WooBin: |Preciso que venha até meu apartamento. Ele foi prático a enviar a mensagem, e ainda recebeu outra de Jiwan perguntou o porquê e se era mesmo necessário ele lá, já que havia chegado tarde em casa e dormido pouco. Mas Park insistiu, o que fez o garoto aceitar o encontro no fim. WooBin estava vestido com um short casual que ia até à metade de suas coxas apenas e uma blusa fina de mangas curtas e clara. Jiwan logo chegou ao apartamento e não pôde deixar de notar as pernas de WooBin de fora, o que lhe chamava um pouco a atenção. WooBin deixou com que ele sentasse no sofá, e então parou de frente com ele. Não bastou muito para que o garoto notasse a marca avermelhada que havia no pescoço de seu namorado, claramente um chupão ou algo assim, e aquilo deixou Park muito chateado. — Tira a camisa. — Pediu WooBin. — Mas pra quê? — Só tira, lindo… por favor… WooBin tentava ser sutil na fala, mesmo que sua vontade fosse de bater muito no outro. Jiwan retirou a camisa e olhou WooBin outra vez. — O short também. — Mas WooBin… — Por favor. — O que você quer fazer? — Jiwan bufou. — eu já disse que eu não vou tirar a sua- — Relaxa um pouco. — o interrompeu. — Eu só quero te mostrar que não sou tão bobinho ou coisa assim. Eu posso ser um menino muito m*l também, sabia? O Park sorriu e como uma cobra passeou seus dedos por uma de suas coxas e ergueu devagar o short. Aquilo fez Jiwan sorrir, mas então ele resolveu por fim retirar o short, o que fez dessa vez WooBin sorrir. O garoto se inclinou devagar e desviou do beijo que Jiwan lhe daria. Chegando perto da orelha do outro, ele suspirou e desceu os dedos, tocando o m****o do outro. — Vai me dar uma mamada? — Jiwan perguntou. WooBin afastou o rosto e permaneceu a poucos centímetros do outro, com os dedos ainda o segurando, WooBin apertou. — Onde está a chave que eu te dei do meu apartamento? — O quê? — e o Park apertou com força dessa vez. — Para, 'tá me machucando. — Onde está a chave do meu apartamento? — WooBin apertou mais e travou a mandíbula, não ligando para o grito sôfrego e alto que o outro deu. — No Bolso, no bolso! p***a, 'tá doendo! Park queria apertar mais, talvez até mesmo arrancar aquilo e jogar bem longe, mas soltou quando Jiwan gritou mais forte e buscou a bermuda que o outro vestia. — Você 'tá doido? — Eu quero que saiba que você e eu não somos mais um casal. — WooBin falou buscando as chaves e deixando-as de lado. Buscou a blusa de Jiwan também e encarou-o. — E que você é um babaca filha da p**a. — Está terminando comigo? — o outro perguntou ainda recuperando o fôlego e segurando sua i********e. — Você terminou comigo quando me traiu, Jiwan. Você terminou comigo quando ficou com Jehun. — Quem te contou? — o outro se pôs de pé, mas gemeu segurando o próprio p*u outra vez. — é mentira, não acredita nisso. — Eu quero que saia da minha casa agora. — Mas WooBin… — Mas, é o c****e! Saia da minha casa agora! — Me dê ao menos minhas roupas? — Jiwan pediu estendendo as mãos. WooBin encarou as roupas em suas mãos e calmamente foi até a janela que estava aberta. — Estás roupas? — Você não é nem louco de- E... tarde demais. As roupas estavam descendo calmamente pelo ar e logo estavam no meio da rua. WooBin ainda olhou para averiguar se havia batido em alguém ou coisa assim, sua imprudência poderia colocar alguém em risco, mas para a felicidade de sua vingança, tudo havia ocorrido bem. — Some. — WooBin falou encarando-o. — Você é louco. Eu não vou descer assim. — Some agora! — o Park falou mais alto, vendo Jiwan caminhar em direção de seu quarto. — Eu vou pegar uma roupa sua. — Some da minha frente agora! — E o Park não aguentou mais. Estava desferindo tapa sobre tapa no – agora – ex namorado e mesmo que suas mãos fossem pequenas, ainda eram gordinhas e tinham uma força absurda. Jiwan pulava no centro da sala como pipoca, tentando parar WooBin, mas sem conseguir de jeito nenhum. Sua única solução foi sair do apartamento, e mesmo que ainda vestisse somente uma cueca, era melhor que receber tapas ardidos. WooBin ainda esmurrou a porta, enfim deixando lágrimas descerem pelo seu rosto, mas foi forte em enxugá-las rápido e caminhou até a janela. Olhou o lugar e esperou que Jiwan aparecesse, e mesmo que WooBin duvidasse muito que ele fosse capaz mesmo de ir buscar as roupas e não voltar para buscar alguma sua, ele se surpreendeu ao ver Jiwan apanhar as roupas de modo rápido e tentar se esconder de pessoas que o olhavam e até mesmo jovens que já tinham o seu celular com a câmera apontada. Jiwan vestiu o short e olhou para cima, talvez na procura de WooBin. E quando ele o fez, tudo o que o Park fez foi erguer-lhe ambos os dedos do meio enquanto ditava alto: — Seu babaca! Fechou a janela com força e rezou para o síndico do prédio não ligar ou uma multa por baderna chegar até lá. Mas quando se sentou no sofá, respirando fundo por diversas vezes, ele enfim riu. Riu porque sentia coisas estranhas no momento e por mais que ainda doesse dentro de seu peito, ver Jiwan do modo em como estava lhe inflou um pouco o ego e talvez – talvez – diminuísse um do sentimento de corno que lhe tomava também. Park passou minutos encarando o nada e com o pensamento vazio. Era estranho demais, seu primeiro término havia sido dramático e ele havia sido corno. Buscou o celular abrindo no grupo que tinha com Hwan e Namsun. WooBin: |Queria apenas avisar a vocês que estou solteiro. Hwan: |O quê? Namsun: |Por que eu acabei de ver um vídeo do Jiwan só de cueca? Hwan: |O quê? WooBin: |Eu terminei tudo, e talvez eu tenha me excedido um pouco e jogado as roupas dele pela janela. Hwan: |O quê? Namsun: |Muda a fita, Hwan, essa tá arranhada. Hwan: |Não, gente é sério! Como assim? Me expliquem. WooBin: |Eu explico, mas não agora. O que acha de sairmos amanhã? Namsun: |Hyuk me convidou para ir até a Luminus, ele é VIP lá. Hwan: |Hm... eu topo! WooBin: |Eu nunca fui lá... nunca fui em boate nenhuma na verdade, é boa? Namsun: |É muito legal, WooBin, você vai gostar. Hwan: |Então, meu caro WooBin, você pode se preparar porque a sua festa de volta a vida de solteiro vai ser na Luminus. Namsun: |Céus... estou vendo que terei que ficar de babá de vocês dois, não é? Hwan: |Você que lute, meu caro Namsun, você que lute. WooBin: |Então até amanhã.
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