Park WooBin arrumava-se em frente ao grande espelho que havia em seu quarto e tentava cobrir as sutis olheiras aparentes em seu rosto.
Havia dormido um pouco melhor naquela noite do que havia dormido na noite em que passou chorando por Jiwan, mas as olheiras ainda assim haviam aparecido, e aquilo deixava-o um tanto frustrado. Hwan estava deitado no centro de sua cama, seus cabelos azuis estavam espalhados enquanto ele deixava sutis carinhos sobre as orelhas de Fluffy.
— Já está bom, WooBin. — o outro falou erguendo apenas o olhar, mas WooBin negou.
— Está muito forte ainda, Hwan.
— Está ótimo, deixa de coisa.
— Ok. — O garoto virou-se e olhou-o. — Minha roupa, como está?
Hwan sentou-se e encarou-o.
— Com tecido demais. Para onde está indo? Para à igreja? É a Luminus, WooBin! Boate gay!
— Eu nunca fui lá, não sei como deveria me vestir.
Hwan se pôs de pé, adentrando o closet de WooBin enquanto o outro apenas olhava-o.
— É uma boate gay, com muitos homens gays disponíveis lá. Você é um gay recém chifrado que está indo lá para se divertir e talvez pegar alguém, precisa ir pronto para matar.
— Eu não sei me arrumar para matar, Hwan...
— Claro que sabe, onde estão aquelas blusas transparentes que você usava no início do curso? E aquelas calças apertadas?
— Eu não sei se ainda tenho elas. — WooBin falou adentrando o lugar também. Hwan já revirava algumas peças. — Jiwan não gostava muito de me ver com elas, então eu doei uma grande parte. Mas talvez eu tenha alguma aqui embaixo.
Hwan negou enquanto viu o amigo abaixar-se para verificar nas últimas gavetas. Estava realmente feliz por WooBin enfim se livrar do outro, foram dois completos anos em que ele viu seu amigo mudar por completo por outra pessoa, e mesmo que Hwan sempre tentasse alertar WooBin sobre o comportamento errado e muito doentio do outro, WooBin sempre acreditou que aquilo era apenas a forma dele amar. Na concepção dele, o outro amava cobrir seu corpo para um dia tê-lo somente para ele, mas esse dia nunca chegou, para a infelicidade - ou felicidade - do Park.
— Aqui. — WooBin ergueu-se sorridente com uma calça escura nas mãos. Hwan buscou-a e analisou, mesmo que não fosse nova, a peça estava conservada e provavelmente ainda ficaria muito bem em WooBin. — Eu só tenho uma camisa transparente... — Comentou WooBin. — Essa eu guardei porque foi Yumi que me mandou de Londres, ela me deu como presente de aniversário ano passado.
Hwan analisou a camisa vermelha que WooBin tinha nas mãos e logo sorriu maior. A peça era fina, o tecido leve e um pouco transparente.
— Devo colocar outra blusa por dentro? — WooBin questionou encarando-a.
— Talvez não, veste e a gente vê, ok?
O garoto buscou assim as peças, voltando para o quarto e Hwan voltou outra vez para a cama, abraçando-se a Fluffy e deixando vários beijinhos em sua – também – filha.
WooBin olhava-se no espelho outra vez, retirou a roupa que vestia e encarou as outras antes de vestir. Primeiro buscou a calça, analisando-a antes de vesti-la.
— Está apertada demais, Hwan! — disse enquanto a puxava para subir no bumbum. Hwan riu alto da quase batalha de Park, mas no fim o garoto conseguiu vesti-la e surpreendeu-se quando se olhou no espelho com a peça.
Há quanto tempo ele não usava algo que marcava tanto seu corpo como aquela calça marcava?
Buscou a blusa e essa encarou um pouco mais antes de vesti-la. O tecido fino realmente lhe preocupava, não queria sair por aí com os m*****s à mostra, mas outra vez se surpreendeu quando encarou a imagem no espelho. A camisa, mesmo transparente, não era vulgar.
WooBin fechou-a até o último botão, mas Hwan se atreveu e abriu os dois primeiros. Buscou o melhor perfume que o outro tinha e passou um pouco sobre a nuca e punho de WooBin. A maquiagem que o próprio Park havia feito estava ótima, o garoto não precisa de muito para ficar belo. Sequer precisava de algo, essa era a realidade.
Hwan puxou os fios de WooBin para trás, e pediu para que ele olhasse outra vez no espelho. Estava pronto, enfim, e animou-se quando viu o resultado. Hwan também pareceu contente, então tentaram guardar toda a bagunça que estava sobre a cama.
O celular de WooBin e Hwan não parava de vibrar, e é claro que eles sabiam que se tratava de Namsun. O garoto já estava com o seu quase namorado modelo na boate e esperava apenas os outros.
WooBin buscou o celular do bolso e riu das últimas mensagens que ele havia enviado.
Namsun:
|Onde vocês estão?
Namsun:
|Já faz vinte minutos que estamos esperando vocês!
Namsun:
|Eu juro que se vocês não chegarem em quinze minutos eu vou quebrar o dedinho mindinho de vocês, e eu sou muito bom em quebrar coisas, entendeu?
— Acho melhor irmos logo. — WooBin falou mostrando a mensagem a Hwan.
— O drama padrão, meu pai, quem aguenta? Parece até hétero, credo...
— Nem hétero consegue ser tão dramático quanto o Namie, Hwan. Agora vamos logo, ele não brinca quando o conceito é quebrar coisas, ele irá realmente quebrar nossos dedinhos.
Despediram-se de Ffluffy e Hwan fez questão de deixar metade das luzes do apartamento acesas. Ele demonstrou com clareza quanto não estava nem aí se a conta de luz viria alta depois, sua filha jamais ficaria no escuro enquanto sozinha.
— Eu vou pedir a guarda dela só para mim. — Hwan comentou quando chegaram à garagem. WooBin destravou o carro, mas parou antes de abrir.
— Acho melhor irmos de Táxis, não é? Porque se ingerimos bebida alcoólica, eu terei que deixar meu carro lá e isso não me agrada.
— Ok, vamos chamar um uber então. — Hwan buscou o celular e rumou para fora da garagem.
— E você não vai ficar com a guarda da minha filha, foi eu quem adotei ela.
— Mas foi eu quem ela escolheu no dia em que fomos buscar na ONG. Ela correu pra mim e não pra você, eu chamei ela de filha e ela não reclamou, então eu sou tão pai quanto você.
— Você não compra a ração dela.
— Mas compro brinquedos e roupinhas, quer mais o quê? Está incomodado? Eu levo ela para a minha casa e tudo certo.
— Deus me livre ficar longe da minha bebê.
Hwan revirou os olhos e procurou o carro que informava estar a apenas um minuto de distância.
— Você precisa f********o hoje, WooBin. — Hwan falou acenando para o motorista.
— Eu vou fazer quando for o tempo certo. Vinte e dois anos ainda pode ser cedo para algumas pessoas...
— Tem razão, desculpa. Sem pressa, ok? Pelo menos você ganhou um boquete do garoto de programa lá.
WooBin abriu os olhos e Hwan cobriu a boca. Já estavam dentro do carro e o olhar do motorista através do retrovisor disse muito.
Hwan sussurrou um "Im sorry" e riu baixo. WooBin revirou os olhos e viu outras mensagens de Namsun com ameaças do tipo "Nunca mais pagar sorvete" ascender em sua tela.
A boate não era tão longe dali, talvez dez minutos foi o máximo de tempo que gastaram. Desceram e WooBin parecia absorto com apenas a fachada do lugar.
— É tão bonita. — ele comentou baixo com Hwan.
— Você precisa ver lá dentro. — falou e buscou a mão de WooBin.
Havia uma fila no canto extremo, cerca de vinte pessoas ou mais esperavam para entrar, mas eles não precisariam enfrentar aquilo, então apenas seguiram até os seguranças e Hwan sorriu grande quando os maiores os encarou completamente sério.
— Jung Hwan e Park WooBin. — falou pleno e o homem apenas se inclinou para a mulher ao lado que averiguava se de fato os nomes estavam ali.
— Podem entrar. — O homem falou retirando a fita vermelha que impedia a entrada quando a mulher confirmou.
WooBin agradeceu-o e Hwan se animou mais. Ainda juntos e com Hwan segurando a mão de WooBin, chegaram à parte onde precisariam ser revistados e buscaram as pulseiras Vip’s.
Hwan logo viu Namsun em uma das mesas reservadas e o garoto maior acenou como se fosse impossível de encontrá-lo ali. WooBin parecia bobo, andava olhando tudo e sequer se incomodava com a música absurdamente alta dali. Acenou de volta para Namsun e surpreendeu-se ao enfim ver Kim Hyuk pessoalmente.
Namsun se pôs de pé, fazendo o outro repetir o ato também. WooBin juntou as mãos à frente do corpo e reverenciou o modelo, mas tudo o que ele fez foi abanar as mãos negando.
— Se você é amigo do Namsun é meu amigo também. Sou Kim Hyuk. Você deve ser Park WooBin, certo?
— O próprio. — WooBin disse sorrindo e ergueu a mão para cumprimentar o Kim.
— Sou Jung Hwan, você já deve saber, Namsun com certeza já falou dos melhores amigos, não é? — Hwan ergueu também a mão, fazendo o Kim rir enquanto o cumprimentava. — Garoto, você é realmente bonito, deus no céu e você na terra, que saúde.
Aquilo fez o Kim gargalhar, o que fez Namsun também rir. O garoto olhava bobo para o outro enquanto apenas ria, e WooBin achou fofo. Nunca tinha visto o modo apaixonado de Namsun com o outro. Nunca além das vezes em que Namsun quase babava nas mensagens românticas que o modelo lhe mandava, é claro.
— Vocês querem beber algo? — Hyuk perguntou sentando-se outra vez ao lado de Namsun e Hwan e WooBin também sentaram-se. A mesa a frente havia um balde com gelo e algumas cervejas gelando, mas Hyuk apontou para um bar que havia além. — podem pedir drinks também, o Vip não paga, já que a credencial é um cortejo.
— Que luxo. — Hwan comentou pondo a mão sobre o peito.
— É coisa de gente importante. — Namsun comentou. — o dono admira Hyuk, mesmo que eu ache que ele tenha uma quedinha lá no fundo por ele.
— E quem não teria? — Hwan perguntou olhando o modelo que outra vez apenas ria.
— A mim não importa nada disso quando estou com você. — Hyuk falou olhando Namsun e o garoto corou.
— Como vocês se conheceram? — Hwan perguntou, apoiando o braço na mesa e repousando a bochecha ali, olhando completamente bobo para ambos.
— Estávamos no mercado. — Namsun falou.
— Sim, eu na sessão de orgânicos e Namsun de lacticínios. Eu precisava de uma informação sobre uma fruta, mas não tinha ninguém perto, então eu vi ele e... — Hyuk olhou também bobo para Namsun. — e chamei-o. Namsun veio é claro, ele sorriu pra mim, mas não sabia me tirar a dúvida, então andou o mercado praticamente todo até achar alguém que me ajudasse.
— É verdade. — Namsun riu coçando a nuca. — Eu não podia simplesmente te deixar sem saber que tipo de Laranja era aquela que você estava comprando.
— Não tinha uma placa especificando? — WooBin perguntou.
Hyuk piscou apenas um olho para ele e negou. WooBin logo entendeu.
— Hyuk então disse que ficou agradecido por minha ajuda e me ofereceu um café, mas estávamos cheios de produtos e não teria como, então pegou meu número e prometeu me ligar.
— Foi um truque? — Hwan abriu a boca olhando para o modelo.
— Bom... Mais ou menos. — Hyuk respondeu-o. — Eu estava realmente agradecido, mas o sorriso dele me deixou tão... — e suspirou. — eu precisava ter o número dele então pedi com a desculpa do café.
— Eu não sabia disso. — Namsun riu ainda mais envergonhado.
— Truques de como arrumar um namorado com Kim Hyuk, adorei. Vou aderir.
WooBin riu da fala de Hwan e riu ainda mais pelas bochechas do casal ficarem rubras juntinhas.
Ele olhava ao redor, por mais que estivesse prestando atenção na conversa ali, e ainda se sentia encantado com tudo ao redor.
Não entendia o porquê de Jiwan nunca ter lhe levado a um lugar como aquele...
— Para de pensar no Chernobyl e vamos buscar uns drinks. — A voz de Hwan junto a seu corpo ficando de pé fez WooBin sair dos pensamentos deprimentes. Ergueu-se também e assentiu para Hwan. — Vocês querem algo? — Perguntou ao casal, mas recebeu apenas a negativa, então juntou o braço junto ao de WooBin e caminhou por entre as pessoas até chegar no bar. — Um... Não! Dois! Dois s*x on the beach, por favor.
Hwan fez o pedido ao barman dali, e WooBin apenas esperava ao seu lado. Olhava ao redor as pessoas no centro do lugar, amontoadas em grupos ou apenas sozinhas dançando alheias a tudo e completamente animadas.
— Quer dançar? — Hwan perguntou a WooBin, mas ele apenas negou abaixando o olhar. — A não, não me diga que você está com vergonha?
— Eu...
Hwan revirou os olhos e agradeceu ao barman quando recebeu as bebidas.
— Você é um futuro professor de dança, você é um dos alunos mais brilhantes e flexíveis do nosso curso, e está mesmo com vergonha de dançar aqui?
— Não é vergonha, vergonha, Hwan... é só que dança de boate é diferente de dança contemporânea.
— Dança é dança, WooBin, independente do gênero. Vem, você vai dançar comigo!
WooBin sequer conseguiu protestar contra o dito, Hwan puxou-o até a pista e mesmo que estivesse com drinks nas mãos, aquilo não parecia tão difícil.
WooBin sorriu para o outro que começava a dançar e bebeu de sua bebida ainda parado. O gosto do álcool não lhe incomodou, ao menos aquilo ele ainda era acostumado, já que sempre bebia em seu apartamento com Hwan e Namsun, ou nas raras vezes com Jiwan.
— Junsik? — WooBin falou alto olhando atrás de Hwan.
— Não é porque essa é a única boate gay que existe aqui que todos os gays precisam estar, não é? — reclamou o outro.
— Deixa de implicância. — WooBin falou olhando o amigo. — Vou chamar ele para ficar aqui conosco.
— Nem pense. — Hwan falou impedindo o Park e o fez rir. — eu não quero derrotar ele até mesmo numa dança de boate.
— Vocês dois são bons na dança, Hwan, não existe melhor.
— Claro que existe, está olhando para ele. — O outro falou rindo e bebeu de seu drink.
O Park negou, mas ainda assim notou quando Junsik olhou-o e essa foi a deixa para que WooBin acenasse em cumprimento para o amigo e isso o levasse até ele.
— WooBin, eu nunca te vi aqui. — Junsik falou abraçando forte WooBin.
— É a minha primeira vez aqui, Junsik. Eu vim com o Hwan e alguns amigos.
Junsik olhou para Hwan e esboçou um sorriso pequeno, Hwan ergueu a mão e acenou apenas com os dedos, rindo tão pequeno quanto o outro.
Pareciam duas crianças, WooBin sempre se divertiu com aquela competição boba entre ambos, era óbvio que ambos eram bons no que faziam, não entendia o porquê de sempre competirem em tudo.
— Você veio com o seu namorado? — Junsik perguntou a WooBin.
— Ah não... a gente terminou.
— Ah poxa, mesmo? — Junsik parecia surpreso, mesmo depois de WooBin assentir. — Mas você está bem?
— Estou sim, não daríamos certo juntos mesmo.
— Poxa, WooBin... Mas se precisar de um amigo para o que quer que seja, estou aqui, tudo bem? Podemos sair para tomar um café ou ir ao cinema. Nós nunca tivemos a oportunidade de nos conhecermos melhor como amigos, não é?
— Você tem razão, Junsik. A gente pode marcar sim, seria bom sair um pouco mais também. O Hwan e os outros também poderiam ir conosco, não acha?
— Ah... claro. — Junsik assentiu. — Preciso voltar pra lá agora, mas estarei bem ali, tudo bem? Se quiser, não sei, sair daqui para conversar melhor, pode me chamar.
— Ah... — WooBin sorriu envergonhado e assentiu. — Tudo bem.
— Foi bom ver você, WooBin. — Junsik abraçou WooBin forte, mesmo que eles se vissem todos os dias na faculdade. Mas WooBin retribuiu o carinho, ele gostava muito de Junsik também.
Hwan sorriu para o outro quando ele se afastou e esperou-o estar bem longe para falar antes de voltar a beber seu drink:
— Nem me chame para um rolê que ele estiver, ok?
— Que bobagem. Meu amigo pode ser amigo dos meus outros amigos, não pode?
— Bom, poder, pode, mas eu não quero. E Junsik quer ser bem mais do que seu amigo.
— O quê? Claro que não...
— Aí Park, como você é bobo. — Hwan revirou os olhos e balançou no ritmo da nova música que iniciava. WooBin também fez o mesmo, ainda bebendo de seus drinks. — Minha nossa WooBin, me segura que eu 'tô morrendo.
WooBin riu da fala de Hwan e olhou para trás, já sabendo que se tratava de algum carinha que havia chamado a atenção do amigo. Porém, não era apenas um carinha qualquer, era o mesmo que no dia anterior havia segurado WooBin e livrando-o de cair feio no chão bem na frente da turma de Jiwan. O garoto de cabelos vermelhos, e ele não estava sozinho.
— Hwan me esconde. — WooBin pediu indo para detrás do amigo.
— O quê? — Hwan tentou virar para olhar para seu melhor amigo, mas WooBin seguiu seu corpo, o que lhe fez rir um pouco. — O que foi?
— Aquele cara...
— O de cabelo vermelho? — Hwan perguntou olhando-o e franziu o cenho ao notar que talvez o conhecesse.
— Não. O outro!
— O gostosinho de camisa preta?
WooBin deu um tapinha no ombro do amigo e riu.
— ele é o tal garoto de programa que eu contratei!
— O quê? Minha nossa WooBin, me empresta dinheiro pelo amor da deusa!
— Deixa de bobagem, Hwan, eu 'tô falando sério! — Disse enfim virando Hwan e encarando-o de frente. — me ajuda a voltar para a mesa.
Hwan negou olhando com tédio para WooBin e apenas foi para o balcão outra vez. WooBin gelou, os dois homens agora caminhavam em direção ao bar também e ele não sabia o que fazer.
Porque se sentia estranho e nervoso? Park não fazia ideia.
O de cabelos vermelhos debruçou-se sobre o balcão, bem ao lado de Hwan e encarou-o com o cenho franzido. WooBin engoliu em seco não querendo olhar para Hajoon que estava agora bem à sua frente. Ele não olhava para o Park. Talvez sequer tivesse o visto ainda, o que talvez fosse bom para WooBin que queria apenas fugir dali, mas seu desespero aumentou quando o de cabelos vermelhos buscou o celular e intercalou o olhar entre o aparelho e Hwan, depois chamou-o e sorriu grande, com Hwan sorriu tão grande quanto também.
WooBin estava perdido.
— Eu não sabia que estaria aqui, mas que bom enfim poder te conhecer pessoalmente! — o garoto falou para Hwan e olhou para Hajoon. — Joon, lembra do garoto do aplicativo que eu te falei?
— Oh, sim, você não para de falar nunca! — Hajoon sorriu e aproximou-se, erguendo a mão para Hwan. — Sou Hajoon, o melhor amigo do Taeil.
— Ah, meu melhor amigo também está aqui. — Hwan falou e os olhos do Park faltaram saltar. WooBin virou-se de costas ligeiro e tentou ir, mas não conseguiu sequer dar um passo. — WooBin!
O corpo de WooBin gelou. Ele se sentiu zonzo, ou talvez fosse um apenas um truque de sua mente que gritava para si mesma "finge desmaio", para que WooBin realmente desmaiasse, mas Park já não podia mais, seria um papelão desmaiar ali, então virou devagar e riu sem jeito, acenando para Taeil, mas desviando o olhar diversas vezes para Jeon.
O garoto realmente não exaltou reação nenhuma, nem mesmo quando Park já estava a sua frente.
— Você não é o baixinho? — Taeil falou. — Lembra? Na faculdade?
— Ah sim... sou eu.
— Espera, você estuda na mesma faculdade que o WooBin? — Hwan perguntou a Taeil e viu-o assentir. — E como eu nunca te vi lá? Eu também estudo lá, a três anos para ser mais exato.
— Woah, mesmo? Poxa, todo esse tempo e a gente não se conheceu? Eu e Hajoon estamos no último ano de administração, entramos juntos.
— Administração? — Hwan perguntou surpreso e olhou para WooBin. — É o mesmo curso que o-
— É. — WooBin respondeu baixo, desviando o olhar.
— Mas enfim, esse é Park WooBin, meu melhor amigo.
— É um prazer, WooBin. Me chamo Taeil, esse é o-
— Hajoon. Me chamo Jeon Hajoon. — O Jeon falou interrompendo Taeil, erguendo a mão para WooBin. — É um prazer te conhecer, Park.
WooBin piscou atordoado, não sabia se de fato Jeon não havia o reconhecido ou se estava brincando ou apenas fingindo, mas o mais alto sorriu para si, inclinando mais a mão para WooBin segurá-la, então WooBin o fez, cumprimentando o Jeon e sendo incapaz de desviar o olhar dos olhos dele sobre si.
Taeil riu, mas olhou para Hwan. Os garotos já vinham conversando há muito tempo, e até mesmo já tinham trocado algumas mensagens mais... íntimas. Então Taeil bebericou do drink que pediu e se aproximou do azulado, fazendo-o rir quando falou alguma bobagem em seu ouvido.
Jeon, por outro lado, buscou a cerveja que o barman lhe entregou e bebeu-a olhando ao redor, logo acenando para alguns amigos que estavam ao redor.
WooBin ainda não sabia como agir, o Jeon ainda estava a sua frente, mesmo que demonstrasse zero interesse em si, então WooBin olhou ao redor também, notando Namsun e Hyuk na mesa, mas ambos pareciam tão conectados quanto Hwan e Taeil, e WooBin não queria atrapalhar aquilo.
Olhou para Junsik, mas o garoto estava com outras diversas pessoas ao redor. Park sentia vergonha de apenas chamá-lo e interromper a conversa que poderiam estar tendo.
Viu-se sem saídas, mas não podia ficar ali simplesmente parado. A pista de dança ainda estava lotada, mas alguns saiam e voltavam para suas mesas, ou apenas iam até o bar para pedir mais uma bebida.