Boate Luminus - Parte dois

3765 Words
WooBin dançava de forma que atraia alguns olhares de desejo para si. A música que tocava era um pop comum que estava fazendo sucesso, mas apenas por estar dançando e se enchendo da sensação de liberdade, WooBin sorria. — Tudo bem? — WooBin ouviu uma voz masculina bem atrás de si e virou-se. Um homem mais alto que si e bastante bonito estava lá. — Estava te olhando lá do canto e... você está sozinho? WooBin virou completamente de frente para ele, ficando assim de costas para Jeon. — Estou com alguns amigos... — WooBin respondeu-lhe. Seu copo estava vazio, pensava em ir pedir mais uma bebida. — Você tem namorado? — o Homem perguntou ainda sorrindo para o Park. WooBin pigarreou, mas negou. Era uma boate gay, então não foi estranho o homem logo lhe perguntar por um namorado e não por uma namorada. Mesmo que algumas pessoas com sexualidades distintas também frequentassem o lugar. Ouviu a voz de Jeon pedindo mais uma cerveja e ousou olhá-lo. Jeon apenas agradeceu e saiu de perto, indo por entre as pessoas na pista de dança e sumindo da visão do Park. — Então, caso eu te chame para dançar ou, não sei... te pagar uma bebida, você poderia dizer sim? WooBin riu com o flerte que recebia e era até mesmo engraçado. A quanto tempo não recebia um flerte? Estava solteiro agora, então podia aceitar. E foi por isso que ele assentiu, vendo o sorriso do homem aumentar de tamanho. — Me chamo Yoo Kibum, é um prazer. — ele se apresentou, e diferente com Jeon ou qualquer outro até ali, o homem abraçou WooBin e deixou um beijo em sua bochecha. — Sou Park WooBin. — respondeu baixo e envergonhado. — Park WooBin? Talvez eu já tenha ouvido esse nome. Você é famoso ou algo assim? — Não, é apenas um nome muito comum... Kibum acenou com a cabeça e olhou para o bar. — Uma cerveja? — perguntou a WooBin. — Sim. — o Park aceitou encostando-se ao balcão. Estava de costas para Hwan, mas podia ouvir o riso do outro se misturar com o de cabelos vermelhos. Hwan parecia se divertir, e isso deixava WooBin contente. As cervejas chegaram e WooBin até mesmo brindou com Kibum. O homem não parou o flerte com WooBin, e é claro, WooBin permitiu, porque ele sentia que precisava um pouco daquilo para voltar a entender que era uma pessoa livre, bonita e que existiam outros caras além de Park Jiwan. — Eu posso te beijar? WooBin estava na terceira cerveja, Kibum na quinta. Ele sentiu as bochechas esquentarem, mas porque negaria? Mas antes mesmo que pudesse dizer sim, ele viu no canto. Jeon estava lá e ele estava com outro garoto. O homem era alto, magro e com cabelos compridos e verdes. Jeon beijava-o com sede, talvez fossem namorados ou algo assim. Prostitutos podiam namorar, não é? Era algo que WooBin achava que sim. Mas o Park assustou-se quando Jeon apertou a b***a do garoto com força e instantaneamente lembrou-se dele apertando a sua. Um arrepio subiu pelo corpo de WooBin, não conseguiu se conter, e ainda olhando para Jeon, WooBin viu quando ele apenas abriu os olhos e encarou-o. Jeon encarou WooBin enquanto beijava outro! WooBin arregalou os olhos e desviou no mesmo instante. Não saberia dizer o que sentia em si naquela hora, mas Jeon lhe perturbava a mente com facilidade. — Então...? — Kibum perguntou. WooBin enfim voltou a orbitar, olhando Kibum com o cenho franzido. — O beijo... Eu posso te dar um beijo? — Ah... — Park ficou surpreso com a facilidade que já havia esquecido do outro ali, mas sorriu e assentiu, vendo Kibum se aproximar e tocar-lhe na bochecha. As bocas tocaram-se, mas WooBin se sentiu estranho no mesmo momento. Não entendia o porquê, já que Kibum era claramente perfeito. Alto, bonito, boa aparência... até seu beijo era bom, e Park continuava beijando-o, mesmo que seus pensamentos estivessem uma bagunça. Afastaram-se e WooBin riu, Kibum manteve-se perto, então deslizou a mão pela coxa de Park, encarando-o. — Quer ir para outro lugar. WooBin encolheu a perna e piscou incomodado. — Outro lugar? — Sim, eu moro aqui perto, meu apartamento está vazio. A gente pode... — E Kibum sorriu de forma diferente, apertando a mão no Park e assustando-o. — podemos nos divertir. — Ah... não, obrigado. — WooBin retirou a mão dele de si e ficou de pé. — eu vou voltar para os meus amigos. — Não, espera. — Kibum segurou no pulso de WooBin quando ele se pôs de pé, impedindo que o garoto seguisse. — Desculpa, ok? Eu só pensei que a gente pudesse- — Não, pensou errado. — WooBin soltou a mão e seguiu entre as pessoas na pista de dança, tentava chegar até a mesa onde Namsun e Hyuk estavam. — Espera, não vai assim. — Kibum alcançou-o. — Eu sei quem você é, ok? É Park WooBin filho de Park JoonHo, não é? WooBin franziu o cenho. — Você conhece meu pai? — Na verdade, conheço seus pais. Park JoonHo e Park Nabi. WooBin negou olhando-o e se afastou. — Você não está me seguindo, está? — O quê? Claro que não. Eu só, realmente, te conheci quando te vi de longe e pensei que a gente poderia, sabe... eu admiro muito sua família, poderíamos nos conhecer melhor. Park negou encarando-o. Era claro que o interesse ali era muito além de beijá-lo, mas como podia uma pessoa se interessar por outra por apenas ser filha de pessoas importantes? Os Park's, pais de WooBin, eram bastante conhecidos. Park Yumi também, ainda mais fora da Coreia. Todos eram advogados grandes, donos do império da advocacia que ficava situado bem no centro de Seul. A empresa que tinha em letras grande e brilhantes o "Park" estampado. Ficava no centro de Daechi-dong, um dos bairros nobres de Gangnam-gu e somente quem realmente tinha dinheiro era quem procurava o trabalho de qualquer advogado dali. Mas WooBin nunca se importou muito com isso, era o dançarino e o gay da família, o que logo era o desgosto dos pais e o que era menos conhecido por nunca sair nas capas de revistas também. — Por favor, me deixe em paz. — WooBin falou antes de tentar ir, mas Kibum segurou-o mais. — Por favor… — Me solte! — WooBin travou a mandíbula e encarou-o mais. Não bastava Jiwan, sua vida precisava mesmo de outro babaca? — Eu não vou pedir outra vez! — avisou. — Solte-o agora. — A voz de Jeon exaltou bem atrás do homem, o que o fez assustar e largar WooBin. A altura era quase a mesma, mas Hajoon era um pouco maior, o que fazia Kibum encará-lo com o queixo erguido. Jeon passeou o olhar pelo outro e riu no final. — Você acha que pode simplesmente tocar nas pessoas do jeito como tocou ele? — Perguntou. — Quem é você? — Kibum perguntou olhando-o também. WooBin segurava o pulso que doía um pouco, olhando para ambos. — Alguém que com certeza você não quer conhecer. Suma agora e não vai sair machucado daqui. — Você não pode- — Só vai embora. — WooBin pediu interrompendo-o. Kibum olhou-o, mas bufou no fim, afastando-se e indo em direção a saída do local. Jeon olhava também, mas desviou o olhar para WooBin e para seu Pulso que ainda era massageado. — Machucou? — Ah... — WooBin olhou o próprio pulso e negou. — não, está tudo bem. — Certo. — Hajoon virou-se para ir. — Espera. — WooBin chamou-o. Jeon virou olhando-o, outra vez sem expressão alguma. — Obrigado... — Não agradeça, tenho certeza que você iria conseguir assustá-lo também, eu só... me intrometi porque me incomodou. — Eu ia meter o chute nele. — WooBin riu cobrindo a boca com as mãos e pela primeira vez Jeon sorriu para ele. — Você... — WooBin respirou fundo e piscou algumas vezes em nervosismo antes de perguntar. — me reconheceu, não é? — Sim. — Jeon respondeu simples. — Mas por que pareceu que não? Jeon observou o rosto de WooBin se contorcer com um bico fofo e sua testa franzida. Aproximou-se do outro e viu o modo em como WooBin respirou fundo quando poucos centímetros lhes separavam. — Você foi um cliente, e mesmo que não... — Jeon aproximou-se do ouvido do outro e sussurrou. — tenhamos fodido. Você continua um cliente, e sempre trato meus clientes com sigilo, então o que me levaria a demonstrar que te conhecia se você não me deixou especificado se podia ou não? Aliás, se me lembro bem — Jeon voltou a olhar Park, o rosto pairando no do outro. — Você disse que esperava não me ver mais, lembra? WooBin respirou fundo, o cheiro que vinha do outro era bom. Umedeceu os lábios e sentiu o coração bombear um pouco mais forte. — Eu sei, mas... eu disse que era talvez. — Abaixou a voz junto aos olhos, o que fez Jeon liberar um riso. — Tudo bem, Park. Mas foi um prazer te rever. Jeon virou-se e se foi. Simples assim. Deixando Park WooBin ainda mais atordoado. Viu quando o outro tomou o rumo dos banheiros, e pensou em voltar para a mesa. Kibum talvez realmente já tivesse ido embora, WooBin não o viu mais. Mas ele ainda se sentia estranho demais para simplesmente voltar para a mesa. Procurou por Hwan e encontrou o melhor amigo aos beijos com o tal Taeil. Não interromperia aquilo, não seria nem louco, o próprio Hwan matava-o. Então virou para ir até à mesa, mas desviou quando seus pés lhe guiaram para o mesmo banheiro que Jeon estava. O lugar não era como Park imaginou. Imaginava que estivesse mais cheio e com um cheiro de bebida, vômito ou algo assim ali. Talvez tudo misturado, já que um dia foi essa descrição que Hwan lhe deu de outra boate, mas ali não, estava limpo, haviam duas pessoas lavando as mãos e logo depois que Park adentrou, eles saíram. WooBin olhou para o fundo do lugar, Jeon sorria para a própria imagem no espelho, e aquilo fez WooBin frear os passos. O jeon desviou os olhos, aumentando mais o sorriso. Caminhou até WooBin e segurou sua mão, puxando-o para o fundo do lugar e abriu a última cabine. — Se você entrou nesse banheiro por causa de mim, por favor, entre. — Eu não vim atrás de você... — Ok. — Jeon virou-se para ir, mas Park não permitiu, parou com o corpo perto do de Hajoon e olhou-o com os olhos ainda mais abertos. O garoto sequer entendia as próprias ações, mas qual o outro motivo senão Jeon para ele entrar ali? Park estava perdido. Então não teve como não entrar na cabine. Jeon sorriu olhando-o, mas entrou logo em seguida, fechando a porta e girando a tranca para "ocupado", e enfim virou-se para WooBin. O lugar era pequeno, projetado para uma só pessoa, mas isso não importava muito. Jeon aproximou devagar do Park, o que fez o corpo menor encostar-se a parede, fitando-o dentro dos olhos com ainda mais intensidade e ansiedade. — O que você quer de mim, Park? — N-Não é isso, eu não quero te contratar. — WooBin logo respondeu, umedecendo outra vez os lábios ao senti-los secos. — juro, juradinho. Hajoon riu alto da fala fofa do outro, mas cessou o riso logo, encarando outra vez WooBin. — Por que você é assim? — Assim? — WooBin franziu o cenho. — Assim como? — Fofo pra c*****o, mas que me deixa perdido ao mesmo tempo. Você é lindo, mas tem um jeito que eu não saberia explicar. — Isso é r**m? — WooBin estava realmente curioso. Sentia o cheiro do Jeon intensificar e somente assim percebeu que os corpos estavam tão perto um do outro que as coxas já se tocavam. — Talvez seja. — Por quê? — WooBin perguntou baixo. A respiração de Jeon bateu contra seu rosto, o que o fez arrepiar-se outra vez. — Porque eu quero muito te beijar agora. — Falou. O outro fechou os olhos, o que fez Jeon umedecer os próprios lábios. — Mas eu também quero fazer muitas outras coisas... WooBin inconscientemente se sentiu e******o apenas com as palavras do outro. O corpo de Jeon aproximou-se mais, o que foi ainda pior já que a i********e de WooBin foi apertada contra a dele. WooBin ofegou abrindo sutilmente os olhos e encarando uma última vez os de Jeon antes de avançar até ele e beijá-lo com desejo. WooBin não entendia, mas seu corpo reagia de uma forma completamente nova e desconhecida pelo outro. Arrepiou-se mais e inclinou o corpo para trás, no exato momento em que as mãos de Jeon foram parar em sua cintura. WooBin não sabia se podia, mas abraçou Jeon pelo pescoço e o trouxe para ainda mais perto, deleitando-se no beijo enquanto Jeon descia as mãos e pousava-as sobre a b***a farta do Park. Não se conteve em apertá-la, era quase um pecado estar ali e não fazer aquilo. Jeon conseguia outra vez imaginar inúmeras coisas com WooBin, mas era louco como apenas beijá-lo já estava sendo ótimo. Os corpos se atraiam de uma forma forte, pareciam ímãs, talvez como se um fio invisível os unisse a cada segundo a mais, fundindo-os mais e mais. Park afastou-se com a ausência do ar, mas Jeon não lhe soltou, passou os beijos para o pescoço de WooBin, o que deixou o garoto ainda mais entregue sobre suas mãos. — Jeon... — WooBin queria apenas chamá-lo, mas vergonhosamente gemeu aquilo. — Eu já disse, seu gemido é gostoso. — Jeon falou mordendo a pele branca com sutileza. — E você está ficando duro. Eu não consigo me controlar por muito tempo assim. O Park olhou a própria i********e enrijecida e afundou o rosto no peito de Jeon. Estava envergonhado, com tão pouco Jeon lhe deixou daquele jeito. — Tenho que ir. — ele falou fitando os olhos escuros de Jeon. — Posso pedir só mais um beijo? WooBin sorriu e ainda que sua vergonha fosse muita ali, ele assentiu. — Só um... Jeon mordeu o lábio inferior e deslizou a mão outra vez pelo corpo modelado do outro. As curvas de WooBin era algo belo de ver e tocar e Jeon sentia até mesmo prazer em apenas tocá-lo daquele modo. Deslizou a mão até a cintura de WooBin, sentindo o movimentar leve que a camisa dele tinha, e foi quando voltou a beijar os lábios carnudos do outro que Jeon não pensou sequer duas vezes antes descê-la um pouco e adentrar seus dígitos por debaixo do tecido. O toque gélido assustou Park, o que fez com que ele levasse o corpo mais para a frente. Jeon fincou a mão ali, descendo-a mais e se inclinou para baixo para abraçar WooBin. O corpo menor parecia pena, tão leve e que Jeon não precisou fazer esforço algum para puxá-lo mais para si, enquanto caminhava cegamente para trás. O intuito era encontrar a privada e sentar sobre ela, mas enquanto tinha WooBin agarrado em seu pescoço e uma mão presa na cintura dele, Jeon vagava com a mão livre na parte de trás, procurando a tampa do vaso para fechá-la e enfim sentar ali. Demorou, ele quase desistiu, mas enfim conseguiu. Sentou-se lá, o que fez WooBin encará-lo completamente ofegante e com a boca vermelha. — Vem. — Jeon o chamou indicando suas coxas para WooBin sentar. Ele outra vez pensou mais do que simplesmente agiu, mas seu corpo parecia seu inimigo ali, o volume já na calça de Jeon estava perceptível também, e a concepção daquilo fez o p*u de WooBin pulsar, consequentemente fazendo sua mente guiar o corpo até o outro e assim sentar onde Jeon indicava. WooBin teve a cintura agarrada outra vez, Jeon segurou-o e ajeitou-o melhor. As intimidades se encontraram, e aquilo que fez ambos gemerem baixo sem quebrar o beijo. Jeon foi quem avançou outra vez nos lábios do Park. Sentiu quando ele infiltrou os dedos em seus cabelos longos, e não tardou em incentivar WooBin a mover-se sobre si, apenas para senti-lo esmagar seu p*u agora com a b***a. — Eu poderia te f***r devagar agora. — Jeon falou inclinando seu corpo e movendo-se junto ao de WooBin. E foi quando WooBin gemeu audível. Nunca havia gemido daquele jeito, mas também nunca havia tido seu corpo seguro daquela forma, ou incentivado a se mover daquele jeito. Também nunca tinha sentido alguém tocar-lhe como Jeon tocava, ou gemia, ou beijava... WooBin estava sem controle algum de seu próprio corpo. Com certeza perderam tempo demais naquela pegação. As mãos de Hajoon já haviam aberto todos os botões da camisa do Park e sua boca deixava beijos pelo corpo do outro. Também não entendia sua própria vontade por aquele garoto. Jeon gostava de sexo, isso era mais que óbvio, mas ele nunca havia sentido uma atração tão forte quanto sentia ali. Jeon passeou com a língua pela pele de WooBin e estava pronto para tocá-lo sobre o mamilo, mas a porta do banheiro abriu e as vozes dos amigos de ambos foi ouvida bem, o que fez WooBin abrir os olhos e Hajoon se afastar. — Hwan, eu te disse, não pode beber demais. — era a voz de Namsun. Logo WooBin se pôs de pé e estava fechando a camisa. — Ele não bebeu. — Taeil falou. — no máximo três ou quatro drinks. — Ele se alimentou? — Hyuk perguntou. — Eu não sei, ele estava com WooBin. — Namsun respondeu. — E onde ele está? E antes que Namsun respondesse à pergunta do Kim, WooBin abriu a porta e teve todos os olhares direcionados a ele. Hwan estava debruçado sobre a pia do banheiro e parecia querer vomitar. — Hwan! — WooBin correu e tocou a testa do amigo. — O que aconteceu com ele? Hajoon saiu logo em seguida. Ele fechava os poucos botões que WooBin atreveu-se abrir de sua camisa e mesmo que tivesse Namsun completamente assustado ao vê-lo sair da mesma cabine que o amigo estava e Taeil lhe encarando por ele não está nem aí de ainda continuar com o p*u duro, Jeon inclinou a cabeça e também observou Hwan. — Por que você saiu da… Namsun tentou perguntar, mas Hyuk cobriu sua boca. — Seu amigo levou chifre, deixe ele se divertir. — Eu ouvi isso. — WooBin falou olhando o Kim através do espelho e viu-o sorrir. — Hwan não comeu nada hoje, eu disse para ele se alimentar antes de beber, mas ele nunca me escuta. — Vamos levar ele para a casa. — Namsun falou se aproximando. — Eu levo, ele vai dormir comigo hoje. — WooBin avisou. — Eu ajudo vocês a chamar um táxi. — Taeil falou e olhou para WooBin e os outros, depois olhou para Hajoon e apenas viu-o assentir. — Vamos. Hwan não estava bêbado, mas realmente parecia estar m*l quanto a sua saúde. WooBin ainda questionou se não deveriam ir a um hospital, seria o mais sensato a fazer, mas Hwan se recusou a ir, então a única opção restante foi sua casa. — Fica com o meu número, me ligue se precisar. — Taeil falou após deixar Hwan no táxi, e mesmo que o garoto tivesse com vergonha do vexame que segundo ele estava causando, ele gostou de saber que o Kim era fofo e atencioso consigo. WooBin assentiu, voltaria para a casa somente com Hwan, já que Namsun ainda levaria o Kim modelo para a casa. Taeil ainda olhou mais uma vez Hwan, apenas por garantia e afastou-se acenando para o outro já no carro. Jeon aproximou o corpo do de WooBin, e mesmo que eles não tivessem se falado depois que haviam saído daquela cabine de banheiro, não dava para simplesmente fingir que nada tinha acontecido. — Eu fico com o seu número ou você com o meu? — O Jeon perguntou. — Ah, eu não... não sei. — WooBin respondeu. Jeon então retirou o próprio celular do bolso e entregou a WooBin. — Põe o seu. WooBin ainda não saberia se aquilo era certo, a pegação havia sido a melhor de sua vida, mas isso não anulava que era um garoto de programa ali. Digitou seu número mesmo assim, não saberia dizer não e talvez nem quisesse. Jeon ligou para o número e logo o celular de WooBin tocou em seu bolso também. — Agora é só salvar. — Certo. — WooBin assentiu. Estavam outra vez perto, como haviam se aproximado não saberiam explicar, mas estavam e não dava pra negar que os corpos pediam pelo menos um beijo de despedida. — Até mais. — o Park adentrou finalmente o Táxi e acenou. Namsun logo adentrou outro táxi e se despediu, mas o Kim e o Jeon apenas olhavam o táxi com WooBin e Hwan se afastar, e quando já não era mais possível de vê-los a olho nu, Jeon ouviu a voz do amigo. — Talvez eu esteja muito fodido agora. Jeon sorriu e deixou dois tapinhas sobre o ombro do amigo, incentivando-o a ir consigo atrás de um táxi também. Porém, Jeon conseguia enganar a qualquer um, menos a si mesmo. E mesmo que ele tentasse vendar o estranho sentimento que estava nascendo em si pelo garoto de cabelos rosa, porque tudo o que já havia passado de r**m na vida lhe alertava a fazer isso, ele ainda sentia. E sentia de modo forte. Mas aquilo que sentia, não era sequer comparado ao que um dia ele já pensou sentir. Então ele não entendeu o porquê de seu corpo já estar com tanta saudade do calor do outro e sua boca com saudade dos beijos. Eles sequer haviam fodido, como algo assim acontece consigo? Pensava se também não estava fodido aquele momento, como Taeil falou. O que seria bem r**m e lhe deixava realmente assustado. Mas foi quando adentrou o táxi junto a Taeil e indicou o endereço do outro ao motorista, que ele apenas negou para os próprios pensamentos. Ele não estava fodido. Ele não sentia nada além de atração física por outra pessoa. Era isso que lhe fazia ser um bom profissional. Jeon não desenvolvia sentimento algum por outra pessoa, e isso era apenas para se prevenir e se manter longe de qualquer coisa que lhe fizesse m*l. Ele não cometeria o mesmo erro. Não duas vezes. As marcas ainda presentes em seu corpo e principalmente em sua bochecha lhe faziam lembrar bem disso.
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