À Beira do Desejo... A missão havia terminado. O grupo estava exausto, mas inteiro. Melissa precisava de ar. De silêncio. De um espaço onde pudesse existir sem comando, sem tensão, sem olhares julgadores das companheiras. Caminhou até o riacho que serpenteava a mata, a poucos metros do acampamento. A água corria límpida entre as pedras, o som suave contrastando com o caos das últimas horas. Ela se abaixou, lavou o rosto, sentiu o frescor na pele e finamente relaxou o corpo tenso. Foi quando ouviu passos. Virou-se devagar. Carlos Alexandre Figueiredo estava ali. Sozinho. Sem capa. Sem prancheta. Sem farda completa apenas a camiseta colada ao corpo suado, os olhos escuros fixos nela. O olhar dele não era de comando. Era de fome, desejo. Melissa se levantou, o coração acelerado. O ar e

