Melissa estava sentada na beirada da cama, o alojamento em silêncio, a luz fraca da lanterna desenhando sombras suaves nas paredes. O uniforme pendurado na cadeira, os cabelos ainda úmidos do banho. O corpo cansado, mas a mente em ebulição. Ela se lembrava da proximidade do capitão no corredor escuro a poucos minutos, dos beijos trocados naquele dia do bar. Da forma como ele a olhava e o que ela via em seu olhar. Naquela noite no bar, ela não sabia quem ele era. Não sabia que aquele homem de olhar firme e voz grave era o Capitão Figueiredo. Só sabia que havia química entre eles. Que havia algo nela que queria viver aquilo mesmo sem entender, ou sem se preocupar com os porquês. "Eu nunca entrei em um bar antes daquele dia." Pensou Melissa consigo. Na infância, era a filha perfeita. A i

