Lorenzo dos Reis Encarei o buquê de flores que eu segurava me sentindo um tanto indeciso entre joga-lo na lixeira ou entrar em casa e entrega-lo à minha noiva. Respirei fundo e abri a trava do portão entrando e o fechando em seguida, passei pelo corredor estreito até chegar na escada que levava a minha casa, subi e parei na varanda tomando coragem para enfrentar a fera. — Thaissa, cheguei — eu disse alto entrando em casa. Era uma casinha simples, assim como todos os barracos do morro, três cômodos ajeitados e confortáveis. — Amor? — murmurei indo para o quarto e encontrando a Thaissa penteando os cachos enormes dela. — Me desculpa. — Enlacei sua cintura com um braço e a puxei fazendo nossos corpos se chocarem. — Não fala comigo. — Ela se soltou voltando ao que fazia. — Ô amor, bora

