A manhã chegou silenciosa. Diferente de todas as outras. Sem tensão no ar. Sem a sensação constante de perigo. Sem Viktor. Mas, ainda assim… não era paz. Porque algumas guerras não terminam quando o inimigo morre. Elas continuam por dentro. — Leonardo entrou no quarto do hospital devagar. Como vinha fazendo todos os dias. Mas, dessa vez, havia algo diferente nele. Mais quieto. Mais contido. Mais… distante. Mariana estava acordada, encostada levemente na cabeceira da cama. O olhar estava perdido na janela, acompanhando a luz fraca do dia que começava a entrar. Ela ouviu o som da porta. Mas não virou na hora. — Você demorou hoje… — disse, a voz baixa. Leo parou por um segundo. Observando ela. — Tinha algo pra resolver. Ele respondeu simples. Direto. Mas o tom… Frio d

