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Dominada pelo Mafioso

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DOMINADA PELO MAFIOSO

Mariana nunca foi filha de sangue da família Costa… mas cresceu dentro dela como se fosse. Quando sua mãe se casou novamente, foi acolhida pelo poderoso nome Costa — e, junto com ele, por Leonardo.

Sete anos mais velho, Léo sempre foi tudo pra ela. p******o. Segurança. Lar.

Até deixar de ser.

Porque, em algum momento, o olhar dele mudou.

E foi por isso que ele tomou a decisão mais difícil da própria vida: afastar Mariana. Mandá-la embora. Colocar distância entre eles antes que aquilo se tornasse algo impossível de controlar.

Só que o tempo não apagou nada.

E agora, aos 21 anos, Mariana está de volta.

Mais madura. Mais linda. Mais perigosa.

E completamente fora de controle.

Leonardo tentou manter distância. Tentou agir como antes. Tentou se convencer de que ainda era só p******o.

Mas não é.

Nunca mais foi.

Agora, vivendo sob o mesmo teto, cada olhar, cada toque, cada discussão… é uma guerra entre o que eles deveriam ser e o que realmente são.

Como se não bastasse, Mariana acaba se envolvendo, sem saber, em um mundo que não entende — o mundo que Leonardo domina. Um lugar onde regras são quebradas, limites não existem e sentimentos podem custar caro demais.

E, no meio disso tudo, ele só tem uma certeza:

Se alguém tentar tocar nela… não vai sair vivo.

Mas o verdadeiro problema não é o perigo lá fora.

É o que existe entre eles.

Porque quanto mais ele tenta controlar…

Mais ela escapa.

E quanto mais ela resiste…

Mais ele perde o controle.

E dessa vez, pode não haver volta.

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O Retorno
A estrada que levava à mansão da família Costa parecia mais longa do que Mariana se lembrava. As árvores altas dos dois lados formavam um túnel escuro, quase sufocante, enquanto o carro avançava lentamente pelo caminho de pedras, e o som dos pneus esmagando o cascalho marcava cada segundo daquele retorno que ela tentou adiar por anos. Cinco anos. Cinco anos longe daquele lugar… e ainda assim, bastou cruzar os portões para que tudo voltasse de uma vez: as lembranças, o peso no peito, e principalmente ele. Mariana apoiou a testa no vidro, observando a paisagem passar enquanto seu próprio reflexo devolvia uma versão diferente de si mesma — mais velha, mais contida, mas ainda não completamente preparada. Talvez nunca estivesse. — Estamos chegando, senhorita — disse o motorista. Ela não respondeu. Seu coração já havia começado a acelerar, não por medo, mas por uma expectativa incômoda que ela se recusava a nomear. O portão de ferro surgiu à frente, imponente, com o símbolo da família gravado no centro: um leão, forte, dominante, intimidador… como ele. Quando o portão se abriu lentamente, Mariana teve a nítida sensação de que estava atravessando um limite sem volta. A mansão apareceu logo depois da curva, grande, fria e intacta, exatamente como ela lembrava. O carro parou diante da escadaria principal, e ao descer, ela sentiu o ar diferente tocar sua pele — mais denso, como se carregasse segredos antigos que nunca foram ditos em voz alta. Segurando a mala, subiu os degraus um a um, cada passo mais pesado que o anterior. Quando levantou a mão para tocar a campainha, a porta se abriu antes. E o mundo pareceu parar. Leonardo Costa estava ali. Mariana esqueceu como respirar. Ele não era mais o mesmo. Não havia mais traços do garoto que dividia risadas escondidas com ela na cozinha ou do irmão que a protegia de tudo. Agora ele era outra coisa — mais alto, mais largo, mais imponente, com o terno escuro moldando o corpo forte e a postura rígida deixando claro que ele não apenas fazia parte daquele lugar… ele mandava ali. Mas foram os olhos que a prenderam de verdade: escuros, atentos, perigosamente analíticos, como se estivessem absorvendo cada detalhe dela e recalculando tudo. — Mariana… — a voz dele saiu baixa, grave. Um arrepio percorreu sua coluna. Ela engoliu em seco, sustentando o olhar com esforço. — Leonardo. Ele desceu os degraus lentamente, sem desviar os olhos, e quando parou diante dela, seu olhar percorreu seu rosto, demorou nos olhos e desceu pelo corpo de forma lenta demais, avaliando cada detalhe como se aquilo tivesse algum significado oculto. Mariana cruzou os braços, incomodada. — Vai continuar me olhando assim ou vai fingir que sentiu saudade? Por um instante, algo mudou na expressão dele, algo sutil e perigoso, antes de um pequeno sorriso surgir no canto dos lábios. — Eu senti. A resposta veio baixa. Sincera demais. Mariana inclinou levemente a cabeça, tentando esconder o impacto. — Engraçado… porque quem sente saudade normalmente não desaparece por cinco anos sem dar explicação. O silêncio que se seguiu foi pesado, quase palpável. A mandíbula dele se contraiu discretamente, mas ele não desviou o olhar. — Você cresceu. Mariana soltou uma pequena risada sem humor. — Essa é a melhor coisa que você tem pra dizer depois de tudo? Ele deu um passo à frente, invadindo o espaço dela. — Eu poderia dizer muitas coisas… — murmurou, a voz mais baixa — mas não sei se você está pronta para ouvir. O coração dela falhou uma batida. Ela odiou isso. — Tenta. Os olhos dele escureceram levemente, mas ele não respondeu. Em vez disso, pegou a mala dela com facilidade. — Entra. Um comando. Não um convite. Mariana hesitou por um segundo… mas entrou. O interior da mansão a envolveu imediatamente, com o mármore frio, os lustres imponentes e o silêncio elegante que, naquele momento, parecia mais opressor do que luxuoso. Ela caminhou devagar, absorvendo cada detalhe. — Mamãe não chegou ainda? — Só amanhã. A voz dele vinha logo atrás. Próxima demais. — Então hoje somos só nós dois. Mariana parou. Havia algo naquela frase. Algo no tom. Ela se virou lentamente. — Você fala isso como se fosse uma coisa boa. Leonardo a observava com atenção demais. — Depende do ponto de vista. O ar pareceu ficar mais pesado entre eles. Mariana desviou o olhar primeiro. Ela caminhou até a sala, tentando recuperar o controle. — Você mudou algumas coisas. — Poucas. — A poltrona do seu pai não está mais aqui. Leonardo ficou em silêncio por alguns segundos. — Eu mandei tirar. Mariana assentiu lentamente. — Ainda é estranho pensar que ele morreu. — Faz três anos. — Eu sei… O silêncio voltou, mais denso, carregado de coisas não ditas. Mariana respirou fundo e voltou a encará-lo. — Você mudou. Ele levantou levemente a sobrancelha. — Em que sentido? Ela o analisou com atenção. — Você está mais frio… mais distante… mais difícil de ler. Leonardo deu um passo na direção dela. — Eu sempre fui assim. — Não comigo. A resposta veio imediata. Aquilo fez algo atravessar o olhar dele. — Você era diferente… — continuou ela, mais baixa — comigo. Ele ficou em silêncio por alguns segundos. — Você também era. O impacto foi imediato. — Eu tinha dezesseis anos. — Exatamente. Havia algo naquela palavra. Algo que ela não conseguiu entender completamente… mas sentiu. — E por isso você decidiu simplesmente desaparecer? — insistiu ela, a emoção surgindo. — Me ignorar? Fingir que eu não existia? A tensão aumentou. Leonardo passou a mão pelos cabelos. — Eu estava fazendo o que precisava ser feito. — Para quem? — ela retrucou imediatamente. — Porque pra mim só pareceu que você me descartou. O silêncio veio como um golpe. Ele se aproximou. Dessa vez, sem distância. — Eu nunca descartaria você. A voz saiu baixa. Intensa. Perigosa. Mariana prendeu a respiração. — Então explica… — insistiu, mais fraca agora. — Porque até hoje eu não entendi. Os olhos dele se fixaram nos dela. — Tem coisas… que você não entenderia naquela época. — E agora eu entenderia? Ele inclinou levemente a cabeça. — Talvez. — Então fala. Silêncio. Longo. Pesado. Então ele deu um pequeno passo atrás, quebrando tudo. — Não hoje. A frustração veio imediata. — Claro… porque fugir é mais fácil, né? Dessa vez, ele reagiu. — Eu nunca fujo. — Engraçado… — ela cruzou os braços — porque foi exatamente isso que você fez comigo. Os dois se encararam por longos segundos. Nenhum disposto a recuar. Até que Mariana desviou primeiro. Pegou sua mala. — Onde está meu quarto? — No mesmo lugar de sempre. Ela começou a subir as escadas, mas parou no meio do caminho. — Ah… Leonardo. — O que foi? Ela respirou fundo. — Eu não sou mais aquela garota. Silêncio. — Eu sei. Ela apertou levemente a mala. — Então para de agir como se eu fosse. E subiu sem olhar para trás. Mas ainda assim… sentiu. O olhar dele a acompanhando. Pesado. Intenso. Possessivo. A casa voltou ao silêncio, mas Leonardo permaneceu imóvel por alguns segundos antes de caminhar lentamente até a janela. Do lado de fora, os homens da segurança permaneciam em seus postos. Tudo sob controle. Sempre. Menos ela. Nunca ela. Ele fechou os olhos por um instante, e a imagem dela veio com força — mais velha, mais bonita, mais perigosa do que deveria ser. Não havia mais nada da menina que ele tentou esquecer, e isso era um problema. Um grande problema. Cinco anos tentando manter distância… e bastaram poucos minutos para tudo voltar, mais forte, mais errado, mais impossível de ignorar. Ele apertou a mandíbula, soltando o ar lentamente. Dessa vez… ele não ia se afastar. E talvez… nem quisesse.

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