O sorriso de Mariana não foi impulsivo, nem gentil, nem inocente. Foi medido, pensado, quase perigoso na forma como surgiu devagar em seus lábios enquanto seus olhos se mantinham fixos nos deles por tempo suficiente para deixar claro que ela tinha percebido… e que, mais do que isso, não estava com medo. O efeito foi imediato, ainda que sutil. Um dos homens endureceu a postura, como se tivesse sido pego desprevenido, enquanto o outro tentou sustentar o olhar por mais tempo do que deveria, mas acabou desviando primeiro. Aquilo foi o suficiente. Não eram apenas suspeitas agora, havia reação, havia desconforto, havia erro. Mariana seguiu andando, mas por dentro algo queimava, uma mistura de adrenalina com tensão, como se cada passo a levasse mais fundo em um jogo que não tinha volta. Ela não

