O prédio já estava quase vazio quando Mariana terminou de organizar os últimos documentos. O silêncio da empresa à noite era diferente. Mais frio. Mais amplo. Cada som parecia ecoar mais do que o normal — o clique do mouse, o arrastar da cadeira, o fechar de uma gaveta. Ela olhou o relógio. 19h. — Até que enfim… — murmurou, alongando levemente o pescoço. Pegou o celular e digitou rápido: "Tô saindo agora." Enviou para Leonardo. Sem imaginar… Que aquela seria a última mensagem. — Minutos depois, o elevador se abriu no estacionamento. Quase vazio. Alguns carros espalhados. Luzes brancas, frias. Mariana caminhava tranquila, com a bolsa no ombro e o salto ecoando baixo pelo espaço. Estava cansada, mas leve. Já pensando no banho, na cama… e nele. Nem percebeu quando alguém surgi

