Mariana voltou para a empresa com um leve sorriso no rosto. Era estranho como algo simples — como furar uma fila — podia melhorar o humor dela daquele jeito. Talvez fosse só o gesto. Ou talvez fosse o fato de, pela primeira vez em dias, algo ter sido… leve. Assim que entrou, foi direto até a recepção. — Você não vai acreditar — disse, apoiando as mãos no balcão. A recepcionista ergueu o olhar, curiosa. — O que foi? — A fila tava gigantesca — começou Mariana, animada — mas apareceu um cara super educado e me deixou passar na frente. Tipo… do nada! — Ah, não acredito — respondeu a outra, rindo. — Ainda existem homens assim? — Pois é! — Mariana riu também. — Eu fiquei até sem reação. — E ele era bonito pelo menos? Mariana deu de ombros, tentando parecer natural. — Era… — respondeu,

