O caminho até o hangar foi silencioso. Mas não um silêncio qualquer. Era pesado. Sufocante. Mariana estava no banco do passageiro, olhando pela janela sem realmente ver nada. As lágrimas caíam em silêncio, constantes, molhando o rosto sem que ela fizesse esforço pra limpar. Ela não queria falar. Porque, se falasse… Ia implorar de novo. E já tinha feito isso o suficiente. Leonardo dirigia com o maxilar travado, os olhos fixos na estrada, mas a mente completamente distante. Cada quilômetro percorrido parecia um erro sendo reafirmado. Mas ele continuava. Porque acreditava que era o certo. Ou tentava acreditar. — O jatinho já estava pronto quando chegaram. Pequeno. Luxuoso. Frio. A escada posicionada, o piloto ao lado, tudo organizado como se fosse só mais uma viagem qualquer

