O ar do lado de fora parecia mais frio, mas não trazia alívio nenhum. Assim que atravessaram as portas do salão, longe dos olhares curiosos e das câmeras, a mão de Viktor deixou de ser apenas firme e passou a ser brutal. Ele agarrou o braço de Mariana com força, os dedos cravando na pele como se quisesse marcar território. — Você acha que isso foi o quê lá dentro, hein?! — a voz dele saiu baixa, mas carregada de fúria contida, cada palavra cortando o ar. Mariana tentou acompanhar o passo acelerado dele, quase sendo arrastada pelo estacionamento iluminado. — Me solta — disse, tentando puxar o braço, mas ele apertou ainda mais. — Não me testa agora, Mariana — rosnou, sem nem olhar pra ela. — Não hoje. Ela sentiu a dor subir pelo braço, mas, dessa vez, não recuou. Não abaixou a cabeça.

