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A Quinta Aliança

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Riele Fagundes aprendeu cedo que amar alguém pode custar tudo.

Aos vinte e cinco anos, ela é uma das maiores herdeiras do país, dona de um império gigantesco e de uma força que ninguém consegue quebrar. Fria, arrogante e impossível de controlar, Riele só tem uma prioridade: seu filho Rony, de quatro anos.

Então surge um acordo que pode mudar tudo.

Os quatro irmãos Valadares perderam seu império em uma guerra e vivem escondidos, alimentando o ódio e esperando a chance de voltar ao poder. Quando descobrem que a única mulher capaz de devolver aquilo que perderam é Riele, eles aceitam o casamento.

Quatro homens. Uma mulher. Um império.

Eles acreditam que será apenas um acordo.

Não sabem que estão entrando na vida de uma mulher que já perdeu tudo uma vez.

Riele não quer amor. Não quer proteção. Não quer piedade.

Ela quer paz.

Mas morar com Gael, Vicente, Dante e Raul transforma o acordo em uma batalha diária de orgulho, desejo, provocações, ciúmes e sentimentos que nenhum dos cinco estava preparado para enfrentar.

E quando o passado de Riele finalmente vem à tona, os quatro homens percebem que nunca conheceram realmente a mulher com quem se casaram.

Ela não é fria porque não sente.

Ela é fria porque sentir quase a matou.

Agora, enquanto os Valadares recuperam seu império, inimigos antigos começam a ressurgir.

E dessa vez, eles não vão encontrar a mulher indefesa que um dia destruíram.

Vão encontrar Riele.

E quatro homens dispostos a enfrentar o mundo inteiro para mantê-la viva.

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Capítulo 1 — A Guerra dos Valadares
A guerra começou numa madrugada. Não foi uma guerra anunciada pelos jornais. Não houve exércitos marchando pelas ruas, nem bandeiras sendo levantadas. Foi uma guerra pelo poder. Uma guerra silenciosa, c***l e milionária. Durante décadas, os Valadares comandaram um dos maiores impérios do país. Dinheiro, empresas, terras, influência, aliados e inimigos. Eles tinham tudo. Até aquela noite. Uma chacina destruiu tudo. Homens foram mortos. Casas foram invadidas. Empresas foram tomadas. Contas foram bloqueadas. Aliados desapareceram. E a família Valadares precisou fazer aquilo que jamais imaginou que faria. Fugir. O patriarca da família levou os filhos, a mãe e alguns poucos homens de confiança para um lugar onde ninguém pudesse encontrá-los. Longe das cidades. Longe dos negócios. Longe do mundo. Durante anos, viveram escondidos. E o isolamento transformou os quatro filhos. Antes, eram homens poderosos, arrogantes e acostumados a conseguir tudo o que queriam. Depois da guerra, ficaram piores. Mais duros. Mais frios. Mais fechados. Eram homens difíceis de lidar. Os quatro estavam sentados à enorme mesa de madeira naquela noite, enquanto o silêncio dominava a casa simples onde agora viviam. O patriarca estava na cabeceira. Ao lado dele, sua mãe observava os netos em silêncio. Os quatro filhos estavam espalhados pela mesa. Braços cruzados. Expressões fechadas. Nenhum deles parecia particularmente interessado na conversa. Até o pai finalmente quebrar o silêncio. — Filhos. Quatro pares de olhos se levantaram. — Conseguimos uma solução. O mais velho arqueou uma sobrancelha. — Solução para quê? O homem respirou fundo. — Para voltarmos ao mundo. O silêncio morreu. Os quatro se entreolharam. — Como? — perguntou um deles. O patriarca apoiou as mãos sobre a mesa. — Vocês precisam se casar. Um dos filhos quase engasgou. — Eu o quê? A avó soltou uma pequena risada. — Casar — repetiu o patriarca. — Que loucura é essa, pai? — Uma solução inteligente. — Inteligente? Depois de anos escondidos, o senhor decide que casamento vai resolver nossa vida? — Pode resolver. O segundo filho inclinou-se para frente. — Com quem? O patriarca encarou os quatro. — Com uma mulher que é herdeira de um império gigantesco. O interesse apareceu imediatamente. — Herdeira? — Sim. — E onde está esse império? — Oculto. Os quatro ficaram em silêncio. — O pai dela é meu melhor amigo — continuou o patriarca. — Ele sabe o que aconteceu conosco. Sabe que perdemos tudo. E quer nos ajudar. — Ajudar como? — Casando a filha com vocês. Um dos homens soltou uma risada sem humor. — Então vamos entender isso direito. O pai quer casar a filha para melhorar o astral dela... e o senhor quer casar a gente com ela para conseguirmos recuperar nossa vida? — Não exatamente. — Então explique. O patriarca olhou para cada um dos filhos. — Ela precisa de um marido. Pausa. — E vocês precisam de uma esposa. Os quatro permaneceram calados. Até que ele completou: — Então vocês quatro podem se casar com a mesma mulher. O silêncio foi absoluto. — Nós quatro? — Sim. — Com uma única mulher? — Sim. — Isso é sério? — Muito. O terceiro filho passou a mão pelo rosto. — E se nenhum de nós quiser? — Pode ser apenas um de vocês. O mais velho recostou-se na cadeira. — Como ela é? Pela primeira vez, o patriarca sorriu discretamente. — Tem vinte e cinco anos. — Bonita? — Muito. — Rica? — Muito. — Mimada? — Não. Aquilo chamou a atenção dos quatro. — Como assim? — Ela se veste como aquelas mulheres ricas que vocês conheciam antes de perderem tudo. Roupas caras, joias, botas, vestidos... mas não se enganem. — Por quê? — Porque ela passa boa parte do tempo trabalhando. — Trabalhando onde? — Na própria fazenda. Um dos filhos franziu a testa. — Fazenda? — Uma propriedade enorme. Ela gosta de colocar a mão na massa. Cuida dos animais, acompanha os funcionários, trabalha na terra, administra tudo. A avó finalmente entrou na conversa. — Ela não é uma mocinha delicada esperando alguém resolver a vida dela. O patriarca assentiu. — Exatamente. — E como é o jeito dela? Ele ficou alguns segundos em silêncio. — Diferente. — Diferente como? — Ela também sofreu. Os quatro ficaram atentos. — O sofrimento deixou marcas. Ela ficou mais fechada. Mais desconfiada. Não é uma mulher doce o tempo inteiro. Não aceita qualquer coisa. E não gosta que mandem nela. O mais velho soltou um pequeno sorriso. — Interessante. — E tem outra coisa — acrescentou o patriarca. — O quê? — Ela tem um filho. Os quatro se entreolharam. — Quantos anos? — Quatro. — Menino? — Sim. O segundo filho apoiou os cotovelos na mesa. — E o pai da criança? O patriarca o encarou. — Isso vocês descobrem quando chegarem lá. Silêncio novamente. Então o mais velho olhou para os irmãos. — Se isso nos tirar daqui... — Eu topo — respondeu um deles. — Eu também. — Eu não vou passar o resto da vida escondido nessa porcaria — resmungou o terceiro. Todos olharam para o quarto. Ele deu de ombros. — Então tá. Bora casar. A avó sorriu. O patriarca soltou o ar que nem percebeu que estava prendendo. — Vocês têm certeza? O mais velho respondeu: — Fazemos qualquer coisa para recuperar o que era nosso. Outro completou: — E, pelo menos, vamos sair desse lugar. — Vocês vão para a fazenda amanhã. Os quatro se entreolharam. — O senhor também vai? — Vou. — Então tá. O patriarca se levantou. — Preparem as coisas. Os quatro homens permaneceram sentados por alguns segundos. Uma mulher. Uma fazenda. Um menino de quatro anos. E um casamento. Eles ainda não faziam ideia de que aquela decisão mudaria completamente suas vidas. Muito menos que a mulher que esperava por eles não estava procurando quatro homens para salvá-la. Ela estava prestes a descobrir que havia quatro homens dispostos a fazer qualquer coisa para recuperar o império que perderam. E nenhum dos dois lados estava preparado para o caos que aquele casamento provocaria.

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