Charlotte ajeitou Laura na cama com todo cuidado, como se sua amiga fosse feita de vidro. A cobriu até o pescoço, fechou as cortinas para deixar o quarto em penumbra e sentou-se na beira da cama por alguns minutos, acariciando os cabelos da amiga que, finalmente, adormeceu de exaustão. Ela respirou fundo, puxou o celular do bolso e discou rapidamente para Odysseus. — Amor? — sussurrou, a voz embargada. — Estou ouvindo, minha pequena. — respondeu ele do outro lado, a voz imediata, atenta. — Você pode vir aqui? — pediu, tentando soar firme. — Eu preciso de você. Laura precisa também. Do outro lado da linha, Odysseus não hesitou. — Estou indo agora. Charlotte desligou e ficou ali, em silêncio, ouvindo a respiração profunda de Laura, como se quisesse absorver toda a dor da amiga para si

