Laura se trancou no quarto, deixando o silêncio pesar ao redor. As lágrimas desciam sem controle. Seu peito doía, apertado pela angústia que parecia esmagá-la. Pegou o celular com mãos trêmulas e, pela primeira vez em muito tempo, deixou-se vencer pela necessidade de não estar sozinha. Discou para Charlotte. Quando ouviu a voz da amiga do outro lado, um soluço escapou de sua garganta. — Laura? — Charlotte perguntou, já alarmada. — O que aconteceu? Sem conseguir responder de imediato, Laura desligou e ficou ali, estática. Em menos de vinte minutos, Charlotte bateu à porta. Quando entrou no quarto, encontrou a cena que jamais imaginara: Laura sentada no chão, encostada na cama, um copo de uísque em uma mão e, na outra, um pequeno frasco de comprimidos. Charlotte correu até ela, ajoelhand

