Capítulo quatro.

1011 Words
Recompensa — Bom dia rainha da neve — abro a janela por volta das 6h00 da manhã. Todos os dias eram a mesma coisa, exceto aos sábados e domingos, ao invés de ir para o colégio, eu ia para o trabalho. Durante a semana depois do colégio eu ia trabalhar, as coisas não estavam fáceis em Green Gables, e eu precisava juntar dinheiro para entrar em alguma faculdade boa, saia de casa às 16h00 voltava às 20h00, quase o dia inteiro fora, e ainda tinha tempo para fazer as atividades do colégio, e estudar para entrar em alguma faculdade. Pego o celular, Gilbert havia postado um vídeo no seu canal do YouTube a 00h00. Coloco o celular no bolso, não era hora de ver as palhaçadas dele, a manhã tinha tudo para ser agradável. Visto uma calça jeans escura, blusinha ombro a ombro azul claro, solto os cabelos medianos e ruivos, passo uma maquiagem clara, mochila, cadernos, avental do trabalho, crachá, sapatos. Acho que não me esqueci de nada. Desço as escadas, pego uma maçã e deixo um bilhete. " Até mais tarde, amo vocês". Espero que Diana e Cole estejam no colégio, combinamos de ir um pouco mais cedo pois eu precisava falar minhas ideias do meu novo nome. . . . — Bom dia Cole — lhe dou um beijo na bochecha — cadê a nossa querida branca de neve? — Advinha, está atrasada como sempre — ele gargalha — ela mandou uma mensagem falando que daqui a cinco minutos chega. Você não viu? — Estou evitando olhar o celular. — É? Por que? — seu cenho se franze. — Porque Gilbert Blythe postou um vídeo, e eu não quero me sentir tentada a ver. — Sério mesmo? Você Anne Shirley, a garota do coração petrificado, não quer ver um vídeo que o rei dos corações gelados postou? Assinto, enquanto penso. — Vocês viram que Gilbert Blythe postou um vídeo pedido Winifred Rose em namoro? Minhas veias congelam. — Diana, Anne não queria saber do vídeo, sua fofoqueira. — Tudo bem, vou fingir que ela não me contou. Bato a ponta dos dedos na mesa do lado de fora, inundada por minha curiosidade de outro mundo para saber como o pedido foi feito. Puxo o celular, certo isso não deve ser tão difícil. — Finalmente — Cole e Diana murmuram em uníssono. — Eu só quero ver... E lá estava ele, gravando com Winnie quando de repente, ele entrega uma rosa no meio do vídeo, ela o encara sem graça, sem compreender. — Winnie Rose, dona dos meus suspiros mais profundos, você aceita ser minha namorada? — É claro que aceito, Gil. Ela lhe dá um beijo, e o vídeo se encerra com ele gritando: Ela disse sim! — e então? — E então? — encaro Diana que morde o lábio inferior. — Você merece alguém muito melhor que Gilbert Blythe. — Talvez não seja a equipe dele que queira descobrir quem é a mulher gato... Talvez seja o garoto que você beijou. — Vamos falar do que interessa: Cordelia for now — encaro-os. — Vamos, afinal de contas, levantamos mais cedo só pra discutir essa sua ideia maluca. — Eu vou ser a Cordelia for now, vou precisar de Jerry — Diana sorri com malícia — como ele é um gênio no computar ele vai modificar minha voz, Diana, você e Cole vão gravar, eu vou me vestir de mulher gato, a única coisa que irão ver que realmente faz parte de mim, são meus olhos azuis. Eles concordam. — Vou arrumar tudo, e sábado às 18h00 começaremos as filmagens. — Por que você quer fazer isso? — Pediram para eu me pronunciar, e eu vou. — Anonimamente. — Essa é a graça, serei anônima, assim, nenhum esquadrão de loira oxigenadas vai me perseguir, e todos irão ficar com a pulga atrás da orelha. — Você sabe que Prissy Andrews tem um talento bastante instintivo. — Você sabe que Jerry Baynard é o melhor quando o assunto é computador. — Certo — Diana levanta a mão — eu topo. Encaramos Cole que faz o mesmo. — Apesar de ser loucura, eu topo. — Se todos topamos, agora sim, é hora de descobrir quem é a pessoa misteriosa que deseja descobrir quem sou eu. — Vamos nessa, que aventura. — É uma pena eu não ter visto a fantasia dele — admito — eu estava com tanto medo de ser reconhecida, que me privei de olhá-lo com atenção. — Foi o único cara que você beijou na noite — Cole me lembra — você deveria ter continuado o beijando o resto da noite. — Você me puxou — lembro — mas senti uma conexão tão forte com ele, me arrepio só de lembrar. — Ele pode ser o amor da sua vida. O sinal toca. Entramos no colégio, observo as paredes dos corredores. Um cartaz, dois, três. "Recompensa para quem entregar a mulher gato" — Uma criminosa, não? — Margot surge atrás de mim com um sorriso torto — você tem que aparecer. — E eu vou — encaro-a — depois do fim do nosso turno sábado Margot eu vou aparecer, você está convidada para ir. — E onde você vai aparecer Anne? — Hoje a tarde eu te conto tudo, temos que ir para a aula agora. . . . — Recompensa para quem entregar a mulher gato? — Winifred tagarelava na mesa da lanchonete, com as três marionetes loira, Gilbert e Roy. — isso é ridículo. — Realmente. — Gilbert concorda — tem alguém muito fissurado nela. — Não é tão ridículo — Ruby tagarela — eu estou achando o máximo. Todos a encaram com indignação. — É sério, você só está com inveja Winnie, porque sabe que ninguém jamais procuraria se soubesse que é você. Dou uma risada alta. O esquadrão me encara. — E você, garçonete, do que está rindo? — Winnie fala. — De nada — ergo os ombros — só achei engraçado a sinceridade de Ruby. A loira inocente sorri enquanto a Queen Bee lhe repreende com um olhar mortífero. — Você deveria ser estar indo buscar o meu suco, ao invés de ficar bisbilhotando a conversa dos outros. — Ok — falo cínica — mas antes Winifred, me diga qual suco a vossa majestade deseja, eu sou paga para marcar e não, ler mentes. Gilbert da um sorrisinho torto. Olhos verdes com manchas castanhas Altamente tóxico e sedutor. — Morango — ela diz com raiva. Ah Queen Bee. Você não tem ideia do que é mexer com Anne Shirley-Cuthbert. . . .
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