Capítulo três.

1124 Words
O início da Guerra. — Me diz que ele não estava lá desde o começo. — Chegou no final amiga — Diana me dá uma batidinha no braço — mas ele amou. — Ele não desgrudou os olhos de você nem por um segundo — Cole falou histérico — senti até uma pontada de inveja. — O pior foi a colméia presenciando ele te dando parabéns, a Winnie faltou morrer. — Eaí gente — diz Margot — como foi o teste Anne? — Ela passou — Diana disse entusiasmada — como reserva, mas em breve vai destruir aquelas oxigenadas. — Duro é saber que são naturais — Margot faz aquele olhar decepcionado. Nós três a encaramos também com olhar decepcionado. O sinal toca, vamos para a aula. Entro na sala. — Ruivinha — diz Roy. — Só porque seu amigo famoso acha que de alguma maneira tem o direito de me chamar assim, não significa que você também possa imaginar isso. — Calma Anne — ele ergue os braços como se estivesse rendido — eu só vim dar os parabéns por você passar no teste. — Todo mundo já sabe que eu passei no teste? — É claro, você sabe que noventa por cento das garotas desse colégio desejam vem a Queen Bee esmagada por uma... — Garota como eu? — Nerd. — Não enche Roy. Caminho até minha mesa. A professora Stacy entra na sala, com seu jeito atípico e atrapalhado, ela encara a sala seus olhos estão semicerrados como se ela estivesse prestes a falar alguma surpresa - certamente minha alma gêmea - penso, eu a amava como uma mãe, apesar de Marilla ser minha mãe do coração. — Bom dia turma — ela falou ainda com o sorriso que a entregava — eu tenho uma novidade para contar. — Sabia! — solto alto, todos riem. Não importava o que acontecia, eu sempre era o motivo das gozações do pessoal. Às vezes me sentia uma comediante, por isso, me fantasiar e esconder de fato minha verdadeira personalidade era o que eu podia fazer para que me levassem a sério. Imagina só, Anne Shirley, a garota falante, nerd, desengonçada, beijando um garoto em uma festa e ainda atraindo olhares significativos por causa de uma dança que tinha como único objetivo - me libertar do meu labirinto mental - e não, me expor a uma aglomeração fanática por s**o. — Me conhece né Anne — Stacy me tirou de meus desvaneios — terá um concurso de química, e a escola que ganhar poderá ir para um resort de férias. — Quantas pessoas da escola podem participar? — Prissy levanta a mão e logo pergunta. Como eu havia dito, Prissy era a intelectual, e exageradamente inteligente, apesar da beleza de fato exagerada também. O que a diferenciava das outras, tirando o intelecto avançado, eram seus olhos castanhos. — Cinco alunos por colégio — ela falou — e depois, só sobrará o melhor para nos representar. — E quando iniciam as inscrições? — levanto a mão. — Agora! — sua entonação era empolgada — levante a mão quem vai participar. Prissy, Eu, Roy, Felipe, Cole. — Cole? — dissemos em empatema. Ele sorri sem graça. — Eu não quero só ser um pintor — ele diz — talvez eu tenha talento como químico. Contra Winnie na dança, contra Prissy em química. Na hora de ir embora, descobri de uma maneira completamente desagradável que iria disputar o papel principal do teatro com Ruby Gillis, e o jornal da escola contra Josie Pye. A guerra estava prestes a começar. . . . — Guerra declarada pode ser considerada ganha? — Margot perguntou enquanto preparava bacon's — sabe... Você é anos luz melhor que qualquer uma delas. — Eu não sei Margot — digo duvidosa — o círculo de amizade da Queen Bee não é igual nos filmes, elas são indestrutíveis. Vaca. Como consegue pensar tão bem? — Como assim? — Prissy a inteligente, Josie ousada, Ruby sonsa governada, e ela a rainha. — Eu não entendo também, ela deve ter muito talento mesmo, governa as garotas mais populares, e agora, indiretamente governa Gilbert. Olhos verdes com manchas castanhas. Altamente tóxico e sedutor. Margot balança a mão no meu rosto. — Vai derramar o café se continuar assim. — O Sr. Flyn está a ponto de me m***r. — Você sabe que dele não podemos esperar nada positivo — ela sorri com deboche - onde estava com a cabeça ao contratar duas ruivas. — ela afina os lábios e engrossa a voz imitando-o. O sino toca, chegou alguém. Encaro minha aparência no alumínio limpo e ariado, tanto que consigo enxergar meu reflexo. Arrumo os fios desalinhados, podia ser ele - não que eu me importasse - tudo bem, talvez eu me importe. Saio e vejo Diana junto com Cole em uma das mesas. Busco por Gilbert, mas nada. — E aí — falo para os dois que conversam seriamente — o que aconteceu? — Querem saber mais da mulher gato Anne, pediram para ela se pronunciar. — O que? Quem? — Um perfil anônimo — Cole ergue os ombros — mas eu acho que sei quem são. — Quem? — A equipe Blythe. — Ele ficou vidrado em você — Diana diz. — Ele e Winifred estão prestes a assumir o relacionamento — lembro — não acho que vocês tenham razão. — Pense garota — Diana diz meio brava — precisamos que você se pronuncie. — Já imagino o clichê, uma garota misteriosa, um garoto misterioso, ambos com o coração pulsando para se encontrarem, será que conseguirão o final feliz que tanto desejam? — Quanta criatividade Cole — debocho — você só esqueceu uma coisa, a garota misteriosa sou eu. . . . Chego em casa, deixo as coisas jogadas no chão da entrada. Aviso que cheguei e Marilla logo vem com sua típica reclamação. — As coisas devem ficar no quarto Anne. Volto e pego as coisas, dou um abraço nela e em Matthew que vem até nós com dificuldade. Há algum tempo ele fraturou o tornozelo, e os serviços da fazenda estavam sendo feitos por Jerry, um garoto gentil da cidade que se ofereceu. Crush secreto de Diana. — Como foi o dia? — Cheio, mas o que importa é que eu passei no teste de líderes de torcida — falo enquanto vou em direção a cozinha — estou escalada para competir o protagonismo com Ruby Gillis, eu e Prissy Andrews vamos se rivais no concurso de química e eu vou dividir o jornal da escola com Josie Pye. — E com os seus amigos? — Marilla me encara — essas garotas não são aquelas que faziam você se sentir triste? — Sim, isso que me encoraja a ser melhor que elas. — Ah Anne, você é incrivelmente obstinada. E então de repente o elogio aponta minha qualidade mais importante, ser obstinada. A ideia surge como um sopro em minha mente. Subo as escadas correndo, pego o celular e faço uma ligação a três, eu, Cole e Diana. — Tive uma ideia. — Oi né Anne — falou o garoto — eu estava dormindo já. — Não ligo — brinco — Cordelia for now — solto. — Que? Pra que? — Diana aparece confusa. — Vocês disseram que eu tinha que me pronunciar e eu vou, como @cordeliafornow. — " Cordelia por enquanto? " — Cole diz com confusão. — Amanhã eu explico direito — falo impaciente — beijo na b***a, até mais.
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