O rangido da porta da cela se abriu com brutalidade, e o guarda entrou, seu passo pesado ecoando nas paredes estreitas. O olhar dele era de desprezo, de superioridade mesquinha, como o de alguém que acreditava ter todo o poder do mundo em suas mãos, porque lhe foi permitido vigiar quem não podia mais reagir. — É isso que acontece — disse ele, cuspindo as palavras como veneno — quando uma prisioneira esquece o seu lugar. Quando se acha mais do que realmente é. Phoenix ergueu os olhos lentamente, os cílios pesados pelo sangue seco em seu rosto. Ela não disse nada. Não precisava. O silêncio dela era mais eloquente que qualquer palavra. O guarda sorriu. Um sorriso satisfeito com a fraqueza alheia. Achando que já havia vencido. Ele se sentou diante dela, relaxado. Imprudente. Phoenix respi

