Arabella caminhava pelo corredor principal do castelo com a elegância c***l de quem acabara de vencer uma guerra silenciosa. Seus dedos pálidos seguravam a adaga ensanguentada, que ela limpava calmamente na seda de seu vestido, como se a lâmina fosse apenas mais um talher manchado após um jantar trivial. Atrás dela, um guarda seguia com passos contidos, segurando um pano grosso e encharcado de sangue. O embrulho que ele carregava nas mãos firmes exalava um calor recém-vindo das profundezas das masmorras — a prova viva do que Arabella havia conquistado. O corredor estava silencioso, quebrado apenas pelo som ritmado das botas no mármore e o suspiro abafado das tochas crepitando na parede. Então, do lado oposto, surgiu uma jovem criada com uma bandeja nas mãos. O cheiro de pão morno, legume

