Capítulo 3

1208 Words
Lembranças: — O que você viu nessa garota? Perguntou meu avô com aquele olhar sádico para doce menina que brincava no recreio da escola. Não respondi, fiquei apenas olhando a menina que brincava com a sua amiga. Desde que meu pai faleceu, meu avô mantinha-me trancado em casa. Não era permitido sair, contar com a companhia de outras pessoas ou brincar como uma criança normal. — Você é um Bianchi Nogueira, Alisson. Não pode namorar qualquer uma. Tem ideia do patrimônio que herdará? A sua noiva já foi escolhida e espero não ter que tomar nenhuma medida drástica. Meu corpo estremeceu com a possibilidade de ele machucar a doce menina. Ao perceber a minha reação, ele soltou um riso sombrio, se aproximou bruscamente para que eu o encarasse. Olhou dentro dos meus olhos e disse: — Um homem como você não pode ter fraquezas, Alisson. Espero que você esqueça essa menina. Ela não está à sua altura, olho o tipo de escola onde estuda? Ele apontou com o dedo. Esteja ciente de que irá se casar com Catrina, ela é da mesma classe social que você e, é digna de um Bianchi Nogueira. ** Acordei de mais um dos vários pesadelos que eu tinha com aquele que se diz meu avô, odeio ele com todas às minhas forças. E odiava mais ainda aquela que se diz minha mãe. Ela deixou meu avô me transformar em um ser humano perverso, sombrio e c***l. Não tive uma vida normal, cresci naquela casa trancado feito um animal enjaulado. A minha única vontade era de sair e poder brincar com as outras crianças, fazer amizades. Mas o doente do meu avô, nunca permitiu, talvez medo de que eu pudesse contar para alguém tudo acontecia dentro daquela casa. Passei toda minha vida tendo aulas particulares em casa, recluso de quaisquer contato com o mundo fora dos portões de casa. Eu só tinha contato com alguma pessoa quando estava na fazendo Nogueira. E esse alguém era simplesmente Catrina Belmonte França, neta Estênio França. Odiava ter que ir para fazenda por causa dela. Toda vez que a dondoca chegava da Inglaterra por esta de férias do colégio interno, eu tinha que ir para fazenda, somos vizinhos para o meu desgosto. Saio dos meus pensamentos com o meu celular tocando. “A essa hora, quem pode ser?” Espero que não seja Catrina. Olhei para o visor que pisca um nome, e atendi rapidamente. Ligação: — Diga, quais são às novidades? Pessoa — Desculpa interromper seu sono, chefe. Mas a menina parece não está bem. Já houve tentativas da parte do irmão e da amiga de tirá-la pelo menos do quarto, sem sucesso, o irmão está preocupado. Ele está pensando até em levá-la a uma clinicar e interná-la. Fechei minhas mãos em punho e gritei: — NUNCA! Se ele tentar, impeça. Faça o que for preciso, mas não deixe que a levem para esses tipos de lugares. Pessoa — Ok! — Você a viu alguma vez? Pessoa — Não senhor, do tempo que me tornei vizinhos deles, não a vi. Mas às vezes ouço seus choros e gritos chamando pelo pai e a mãe. — Ok! Encerramos a chamando e fiquei pensando por um instante. Será que um dia ela vai me perdoar? Rolei para o lado da cama, abrir a gaveta do criado mundo e tirei de la uma pequena toalhinha com o nome escrito: Thaís e dois corações desenhados de cada lado. Ainda sinto o cheiro de lavanda, o doce perfume que sentia todas às manhãs quando ela passava para ir à escola. Fechei meus olhos e me deixei levar pelas lembranças… — Thais, mas o que você esta fazendo aí, parada? Perguntou a amiga dela. — Estava pegando a minha toalhinha, Nai. Preciso limpar meu nariz. Espera um momento, ficar gripada é um saco. — Anda logo Thai, estamos atrasadas. Ela tira a toalhinha de dentro da mochila… — Não me diga que vai usar essa toalhinha para limpar o nariz Thaís, pelo amor de Deus. — Também fiquei com dó, mas foi a única que achei. Mas acho que deixarei para limpar no banheiro. Ela coloca a toalhinha no bolso da mochila, mas caiu no chão sem ela perceber, assim que a amiga a puxou pelo braço, arrastando para dentro da escola. Olhei de um lado a outro para ver se não tinha ninguém e peguei a pequena toalhinha sorrateiramente. Sem esperar, me vi levando o pano ao nariz e inalando o cheiro maravilhoso de lavanda, que me deixou entorpecido. Desse dia em diante, passei a ficar escondido atrás do portão, somente para sentir o seu cheiro que me trazia paz. Saí novamente dos meus pensamentos com meu celular tocando. Peguei rapidamente para atender achando que pudesse ser meu informante com alguma novidade sobre a Thaís. Mas simplesmente era o advogado do d***o em pessoa, aquele que se diz meu avô. Ligação: — O que quer? Catrina já foi fazer queixas para o advogado do capeta? Do outro lado da linha soa uma risada sombria… — Vejo que meu neto não aprendeu nada ainda, o que esta pensando Alisson, ainda não morri. E enquanto eu estiver vivo fará o que eu ordenar. Ou quer pagar para ver, quem bem sabe do que sou capaz é você, tem o meu sangue correndo em suas veias. Casará com Catrina, eu escolhi ela para você. É uma boa moço, de boa família e tem um nome importante. — Ficou louco, p***a? Pirou de vez, case você com ela, seu velho imundo. Você não vai mais controlar a minha vida, vovozinho, cresci, sou um homem agora. E diga para sua escolhida que é melhor ela não atravessar o meu caminho, porque passarei por cima dela sem dó e nem piedade. Avise também que eu não casarei com ela, e quanto antes ela aceitar isso será melhor. — Alisson, Alisson. Esta brincando com fogo. Quantas pessoas terei que tirar do caminho? Parece que preciso mandar fazer uma certa visitinha. Deixa um recado de que não estou brincando. — Tente, toque em um fio de cabelo dela e eu te mostrou o monstro que você mesmo criou. Não adianta fazer ameaças Leôncio, porque eu não sou aquele menino que se amedrontava fácil, toque nela vovozinho e te mostrarei que o senhor fez bem o seu trabalho em mim. — Eu deveria ter matado aquela v***a quando tive a oportunidade. Sabia que ela seria a sua ruína. Assim como a vagabunda da sua mãe foi a de seu pai. Vou te dar 5 dias para colocar a cabeça no lugar, Alisson. E espero que durante esses dias, chegue até a mim a data do seu casamento com Catrina. Ou chegará para você como presente partes do corpo daquela v********a. Soltei uma risada sombria… — Diga a Catrina que espere deitada, não vou me casar p***a nenhuma. E Leôncio, cuidado, alguém pode acertar um tiro no meio da sua testa. Não brinque comigo, vovozinho, afinal, eu fui criado pelo senhor. — Ela nunca vai te perdoar quando souber a verdade sobre a morte dos pais, querido neto. Encerrei a chamada antes que fizesse uma loucura. Mas de uma coisa ele tem razão, a minha doce menina nunca vai me perdoar.
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