Prólogo
Quantas vezes um coração pode ser partido até chegar ao ponto de não ter mais conserto? Essa é uma resposta que eu não tenho.
Na minha adolescência, eu achava que seria impossível alguém partir o meu coração, na verdade por um bom tempo achei que eu não tivesse um. Tudo o que eu conhecia sobre relacionamento e amor, se baseavam nas palavras bregas que eu lia nos diários da minha irmã mais velha. Eu olhava para os corações desenhados com as iniciais da Bella e do chato do Rodrigo, com ânsia de vômito. Até que conheci a pessoa que me fez querer criar um diário. Mas a vontade passou no momento em que eu me lembrei que foi assim que eu descobri os segredos alheios.
Minha vontade de amar foi embora na mesma rapidez que veio. O amor não foi feito para garotas como eu, que prezam a liberdade. Não serei escrava de um sentimento que não é correspondido. Eu nasci para ser livre, quero voar alto sem o peso da carga emocional que um homem pode nos trazer. É uma pena eu só ter percebido isso depois de ser praticamente chutada por um pivete após a minha primeira vez. Eu estava no auge da minha felicidade adolescente, achando que tinha encontrado o amor da minha vida. Dei lugar a garota emocionada que eu nem imaginava que existia em mim. O bom é que isso serviu de aprendizado e nunca mais dei espaço para ninguém me machucar outra vez, agora quem faz as regras, sou eu. Nunca mais serei usada como objeto de prazer, quem usa sou eu. Agora eu sou a responsável por escrever a minha história e ela será favorável a mim.